domingo, 26 de julho, 2026
(67) 99983-4015
Festividades
Campão Cultural, Festival América do Sul e Festival de Inverno de Bonito reuniram centenas de atrações gratuitas, público expressivo e ações de sustentabilidade.
28 de dezembro de 2025
Idest
O ano de 2025 marcou a consolidação de Mato Grosso do Sul como polo de grandes eventos culturais, com a retomada do Campão Cultural e do Festival América do Sul e o fortalecimento do Festival de Inverno de Bonito, ampliando o impacto da cultura e do turismo na geração de renda e na ocupação dos espaços públicos.
As programações gratuitas realizadas em Campo Grande, Corumbá e Bonito fortaleceram a cadeia criativa e movimentaram setores como gastronomia, hotelaria, transporte e comércio local, além de valorizar a identidade sul-mato-grossense.
O Campão Cultural ocorreu entre 27 e 30 de março e de 4 a 6 de abril de 2025, ocupando diversos espaços da capital com apresentações e atividades formativas. O evento foi realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc) e da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), com apoio da Prefeitura de Campo Grande, da UEMS e da UFMS.

(Foto: Marithê do Céu e Daniel Reino)
O investimento aproximado foi de R$ 6 milhões, sendo R$ 1,5 milhão via emenda parlamentar do deputado Vander Loubet e R$ 4,5 milhões por chamamento público. A programação incluiu circo, dança, teatro, música, artes visuais, batalhas de hip hop, atividades universitárias, oficinas, cinema, cosplay, cultura geek, skate, blocos carnavalescos e desfiles de marcas autorais.
Entre 15 e 18 de maio, Corumbá recebeu a 18ª edição do Festival América do Sul, com palco principal instalado no Porto Geral, às margens do Rio Paraguai. Foram 96 atrações gratuitas, entre shows, oficinas, exposições, espetáculos e rodas de conversa, reunindo artistas do Brasil e de países como Chile, Colômbia, Bolívia, Cuba e Paraguai.
A programação contou com nomes como Alcione, Xamã, Pixote, Duduca & Dalvan e Isabel Fillardis, além de artistas estrangeiros. Há quase duas décadas, o festival transforma a cidade histórica e fronteiriça em um grande palco multicultural, fortalecendo o turismo regional.
O Festival de Inverno de Bonito (FIB) foi realizado de 20 a 24 de agosto e reuniu mais de 180 atrações gratuitas em praças, ruas, escolas e palcos. A programação abrangeu música, dança, circo, teatro, literatura, moda, artes visuais, cultura geek, saberes indígenas, oficinas e o espaço infantil Festival Bonitinho.
Entre os artistas nacionais estiveram Elba Ramalho, Titãs, Samuel Rosa, Jorge Aragão e Guilherme & Santiago, ao lado de dezenas de artistas sul-mato-grossenses.
Em 2024, o festival movimentou cerca de R$ 6 milhões, recebeu aproximadamente 95 mil pessoas e alcançou taxa média de ocupação hoteleira de 85%. A edição de 2025 reforçou essas marcas e ampliou o alcance do evento.
O FIB manteve compromisso ambiental com ações Carbono Neutro e Lixo Zero, incluindo educação ambiental, coleta seletiva, compostagem e compensação de emissões de carbono, com acompanhamento dos resultados por QR Codes exibidos nos telões.

(Foto: Marithê do Céu e Daniel Reino)
Para o diretor-presidente da Fundação de Cultura, Eduardo Mendes, os resultados confirmam um novo momento para a cultura sul-mato-grossense, com retomada de projetos, ampliação de investimentos e fortalecimento da capacidade de produzir eventos com impacto social, econômico e simbólico.
Com impacto direto na economia, democratização do acesso à cultura e fortalecimento da identidade regional, os festivais de 2025 evidenciam o papel estratégico do setor cultural no desenvolvimento sustentável do Estado.
Saúde
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...
25 de julho de 2026
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.
Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.
A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.
Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.
Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.
Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.
Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.
A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.
Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.
A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.
A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.
Dados
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...
24 de julho de 2026
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores.
Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior.
O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades.
Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção.
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais.
Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta.
Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros.
Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores.
Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.