segunda, 27 de julho, 2026
(67) 99983-4015
O estudante de medicina João Fonseca Vilela, de 22 anos, irá a júri popular por atropelar a matar a corredora Danielle Oliveira, 41 anos, no dia 15 de fevereiro deste ano. A 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande proferiu a sentença de pronúncia na sexta-feira (11).
Conforme os autos, o estudante dirigia seu veículo na altura do km 4 da MS-010, fazendo zigue-zague e em alta velocidade, quando atingiu a corredora que se exercitava às margens da pista.
Na mesma ocasião, o veículo também colidiu com outra mulher, que sofreu lesões graves, mas sobreviveu. Testemunhas relataram que ele apresentava claros sinais de embriaguez, mas se recusou a fazer o teste do bafômetro.
“Acresce-se que tinha garrafa e lata de cerveja dentro do veículo, estava com a pulseira no braço de entrada na boate, recusou o bafômetro conforme já dito e falava desconexo, desorientado até no tempo e espaço a ponto de perder o prumo de retorno ao apartamento onde morava, conforme indicam os depoimentos”, disse o juiz Aluízio Pereira dos Santos na sentença de pronúncia.
“O acusado, ao conduzir o referido veículo em estado de embriaguez, fazendo zigue-zague e em velocidade excessiva para as circunstâncias reinantes do trânsito, foi indiferente à possibilidade de atropelar alguém, como de fato veio a colidir com a vítima, causando-lhe a morte”, acrescentou o magistrado.
Ele considerou que os indícios coletados durante a investigação, como laudos e depoimentos, são suficientes para levar o réu a julgamento pelo Tribunal do Júri, pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio.
De acordo com a sentença, caso não haja interposição de recurso pelas partes, o júri ocorrerá no dia 10 de setembro deste ano, às 8h, no Plenário do Júri.
O estudante chegou a ser preso, mas foi solto no dia 21 de março, tendo a liberdade mantida em decisão do dia 24 de junho.
O acusado, que é de Goiás, deve cumprir medidas cautelares, como não mudar de endereço, entregar a carteira nacional de habilitação (CNH), não se ausentar da comarca por mais de oito dias e comparecer a todos os atos do processo.
Ele também não pode frequentar bares ou outros locais onde possa ter acesso a bebidas alcoólicas.
Relembre
Danielle Oliveira, de 41 anos, foi morta no início da manhã do dia 15 de fevereiro, enquanto corria com seu grupo de corrida de Rua na MS-010, na área rural de Campo Grande.
Ela foi atingida pelo Fiat Pulse prata conduzido por João Fonseca Vilela, de 22 anos, estudante de medicina que saiu do veículo visivelmente embriagado e foi preso em flagrante.
Além de Danielle, o jovem atingiu a corredora Luciana Timóteo, que sofreu escoriações leves.
Conforme reportagem, Danielle encontrou na corrida um escape para lidar com a perda da filha de 4 anos, Geovanna, vítima de um câncer renal.
Além de Geovanna, Danielle criava sozinha outras duas filhas, e sustentava o lar.
Ela corria provas de longa distância desde 2018, e se preparava para a Maratona de Campo Grande, que acontece em julho deste ano.
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou o estudante por homicídio, tentativa de homicídio e embriaguez ao volante.
Fonte CE.
Redação Gdsnews.
Saúde
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...
25 de julho de 2026
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.
Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.
A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.
Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.
Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.
Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.
Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.
A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.
Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.
A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.
A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.
Dados
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...
24 de julho de 2026
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores.
Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior.
O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades.
Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção.
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais.
Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta.
Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros.
Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores.
Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.