segunda, 27 de julho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

investimento

A+ A-

Escolas estaduais de MS são premiadas em evento sobre educação alimentar e nutricional

As escolas sul-mato-grossenses premiadas são a Escola Estadual Yvy Poty, de Caarapó, e a Escola Estadual Professor Alício Araújo, de Dourados.

Icone Calendário

10 de fevereiro de 2025

Icone Autor

idest

Continue Lendo...

Duas escolas da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul (REE/MS) foram premiadas na 5ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN), evento que destacou a importância da alimentação saudável nas escolas brasileiras e visa contribuir na formação de uma geração mais consciente sobre suas escolhas alimentares.

A premiação reconheceu 20 instituições de ensino de diversas regiões do Brasil que se destacaram em ações voltadas para a promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os alunos. As escolas sul-mato-grossenses premiadas são a Escola Estadual Yvy Poty, de Caarapó, e a Escola Estadual Professor Alício Araújo, de Dourados.

Essas instituições implementaram projetos inovadores que não só educaram os estudantes sobre nutrição, mas também envolveram a comunidade escolar em práticas sustentáveis e saudáveis. As iniciativas incluíram hortas escolares, oficinas de culinária saudável e campanhas de conscientização sobre a importância de uma alimentação equilibrada.

A premiação teve como objetivo incentivar mais escolas a adotarem práticas de Educação Alimentar e Nutricional. A jornada também promoveu debates sobre políticas públicas relacionadas à alimentação nas escolas, buscando garantir que todos os estudantes tenham acesso a uma alimentação adequada e saudável.

De acordo com a coordenadora da Coordenadoria de Alimentação Escolar (Coale), Adriana Rossato, essa iniciativa é um passo importante rumo à construção de um futuro onde a alimentação saudável seja uma prioridade nas escolas brasileiras, promovendo bem-estar e saúde para todos os estudantes.

Segundo Adriana, o PNAE é um programa que garante não só a segurança alimentar, por meio da oferta de alimentação escolar adequada, mas tem papel fundamental na construção de hábitos alimentares saudáveis, que não só impactam no desenvolvimento dos estudantes e nas condições de aprendizagem, como também em sua saúde e qualidade de vida ao longo dos anos.

"Nesse contexto, a escola aparece como espaço privilegiado para o desenvolvimento de ações de melhoria das condições de saúde e do estado nutricional das crianças, sendo um setor estratégico para a concretização de iniciativas de promoção da saúde", explicou a coordenadora.


Nutricionistas da SED premiadas no PNAE. Foto: SED 

Redução do limite de alimentos processados e ultra processados

Nos dias 4 e 5 de fevereiro de 2025, Brasília sediou o Encontro Nacional do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e teve como foco principal o debate sobre a construção da Política Brasileira de Alimentação Escolar.

O evento contou com a presença do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Educação, Camilo Santana e de outras autoridades da área da educação e da saúde, além de nutricionistas e educadores que compartilharam experiências e boas práticas. A participação ativa das escolas premiadas foi um exemplo inspirador para outras instituições que desejam implementar mudanças positivas em suas comunidades.

Uma das principais mudanças anunciadas durante o encontro foi a redução do limite de alimentos processados e ultra processados nas escolas públicas brasileiras. Em 2025, esse limite será reduzido para 15%, com uma nova queda para 10% prevista para 2026. Essa medida visa combater os problemas de obesidade infantil e garantir uma alimentação saudável para os estudantes.

Em Mato Grosso do Sul, as escolas já apresentam índices abaixo do máximo estipulado pelo Governo Federal, com apenas 8% de alimentos processados e 6% ultra processados na alimentação escolar. Para Adriana, Mato Grosso do Sul sai na frente, pois antes mesmo do anúncio da redução, as escolas da REE/MS já ofereciam uma alimentação com os percentuais bem abaixo do limite permitido pelo Governo Federal.

"A utilização de alimentos prioritariamente produzidos em âmbito local e preferencialmente pela agricultura familiar rural, aliada a um cardápio que preconiza a 'comida de verdade', foram fundamentais para a conquista destes índices tão importantes no cenário atual. Essa realidade demonstra um comprometimento com a saúde dos alunos, antecipando-se às novas diretrizes que entrarão em vigor", finaliza Adriana.

Saúde

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

  O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

25 de julho de 2026

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

 

Continue Lendo...

 

O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.

Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.

Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.

Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.

A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.

Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.

A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.

O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.

Dados

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

24 de julho de 2026

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

 

Continue Lendo...

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores. 

Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior. 

O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades. 

Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção. 

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais. 

Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta. 

Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros. 

Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores. 

Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.