domingo, 26 de julho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Cidades

A+ A-

CNH mais barata e acessível: fim da obrigatoriedade de autoescola muda regras em todo o Brasil

Icone Calendário

2 de dezembro de 2025

Icone Autor

Glenda Melo / Diário do Estado

Continue Lendo...

O processo para conquistar a tão sonhada Carteira Nacional de Habilitação (CNH) acaba de passar por uma das maiores transformações da sua história. O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, na segunda-feira (1º), uma nova resolução que elimina a obrigatoriedade de frequentar aulas em autoescolas para a realização dos exames teórico e prático nos Detrans. A medida, proposta pelo Ministério dos Transportes, pode reduzir o custo do documento em até 80%, ampliando significativamente o acesso à habilitação em todo o país.

A decisão foi unânime entre os membros do Contran e agora aguarda apenas a publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor. O objetivo é modernizar o sistema, tornando-o mais inclusivo, menos burocrático e alinhado a práticas internacionais já consolidadas.

A principal mudança é a flexibilização na forma de preparação dos futuros condutores. A partir da nova regra, o candidato poderá estudar de maneira independente para as provas teóricas, utilizando materiais digitais ou cursos gratuitos disponibilizados pelo Ministério dos Transportes. Embora as autoescolas continuem autorizadas a ofertar formação presencial, a frequência a elas deixa de ser obrigatória.

Já na etapa prática, será exigida uma carga mínima de apenas duas horas de instrução, que poderá ser realizada tanto em centros de formação tradicionais quanto com instrutores autônomos credenciados. A escolha passa a ser do aluno, que poderá definir a opção mais acessível ou conveniente.

Apesar da maior liberdade no processo de preparação, os exames continuam sendo rigorosos, com provas teóricas e práticas mantidas como obrigatórias. Todos os profissionais que atuarem na formação deverão ser credenciados pelos Detrans estaduais e terão identificação digital registrada na Carteira Digital de Trânsito (CDT), permitindo fiscalização e rastreabilidade dos serviços prestados.

A resolução também simplifica o acesso às categorias C, D e E destinadas à condução de veículos de maior porte ampliando as possibilidades de formação e reduzindo entraves burocráticos.

Segundo dados oficiais, mais de 20 milhões de brasileiros dirigem sem habilitação, enquanto outros 30 milhões já estão em idade legal para tirar a CNH, mas ainda não conseguiram obter o documento, principalmente por questões financeiras. O custo elevado sempre foi apontado como o principal obstáculo.

Com a nova regra, o Governo Federal aposta na ampliação do acesso à habilitação como ferramenta de inclusão social e estímulo ao mercado de trabalho, já que a CNH é um requisito para diversas vagas de emprego, especialmente nas áreas de transporte, logística, entregas e serviços.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o novo formato segue padrões adotados em países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, onde não é exigido número mínimo de aulas em autoescolas. O foco está totalmente na avaliação final do candidato: quem comprovar conhecimento teórico e capacidade prática para dirigir de forma segura está apto a receber o documento.

A expectativa é de que o processo se torne mais ágil, barato e democrático, sem abrir mão da segurança no trânsito. Para milhões de brasileiros, o sonho da CNH agora pode ficar muito mais perto da realidade.

 

Saúde

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

  O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

25 de julho de 2026

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

 

Continue Lendo...

 

O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.

Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.

Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.

Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.

A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.

Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.

A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.

O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.

Dados

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

24 de julho de 2026

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

 

Continue Lendo...

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores. 

Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior. 

O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades. 

Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção. 

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais. 

Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta. 

Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros. 

Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores. 

Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.