domingo, 26 de julho, 2026
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"Nem a morte os separou". É assim que os quatro filhos de Velci Luiz Santin, 82 anos, e Salete Terezinha Santin, 76 anos, vão recordar a relação dos pais. Após 57 anos de casamento, eles morreram na mesma noite, com intervalo de poucos minutos.
As mortes ocorreram na segunda-feira (27), em Cassilândia. O filho mais novo, Giovane Santin, relatou para a reportagem a sucessão dos fatos e destacou a parceria constante entre o casal.
Segundo Giovane, Salete telefonou para um dos filhos informando que Velci estava passando mal. Cerca de dez minutos depois, ao chegar à residência, o filho encontrou o pai morto sobre a cama. Salete estava caída no chão, ao lado do companheiro, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), apresentando sinais vitais reduzidos.
“Ela viu meu pai morrer. Ele era o amor da vida dela, literalmente. Minha mãe superou muitos problemas, de saúde e emocionais. Só não conseguiu superar a morte do meu pai”, contou.
Conforme os filhos, o médico que atendeu Salete afirmou que, ao cair ainda no quarto, ela já estava sem vida. "Os sinais vitais eram decorrência do tempo em que o AVC causou os efeitos e as consequências de uma morte cerebral que não era mais possível voltar."
Embora o laudo médico tenha registrado uma diferença de uma hora entre os óbitos, a família acredita que o AVC foi imediato e levou Salete poucos minutos após a morte do marido. Segundo os filhos, Velci morreu em decorrência de um infarto.
Casal morreu lado a lado
Assim como passaram a vida lado a lado, na morte não foi diferente. O velório dos dois aconteceu no mesmo local, lado a lado. Segundo os familiares, as floriculturas da cidade ficaram sem estoque nas primeiras horas da manhã, devido à quantidade de homenagens. O casal também foi sepultado junto, como viveram durante toda a vida.
Para os filhos, a dor da perda se mistura com a saudade e o reconhecimento do legado deixado pelos pais.
“É muito difícil entrar na casa deles agora. Está tudo do jeitinho que ela gostava. Mas ver o carinho das pessoas nos consolou muito. Nossa mãe foi unanimidade de amor e respeito para quem a conheceu”.
Uma história de amor
Em Mato Grosso do Sul, a história do casal que quase completou bodas de diamante começou há 41 anos, quando escolheram Cassilândia para criar os filhos. O casal nasceu em Carazinho, no Rio Grande do Sul, e se mudou para município em 1984.
Velci trabalhava como mecânico de máquinas agrícolas, e Salete atuava na área da educação. Ambos se aposentaram como servidores da prefeitura.
Ligada à educação e a projetos sociais, Salete foi secretária municipal de Educação por três mandatos e presidente do Rotary Club. Ficou conhecida pelas ações comunitárias e pela dedicação à formação de diversas gerações de estudantes.
Os filhos resumem a história dos pais como um exemplo de amor e parceria. “Eles viveram uma vida inteira juntos. E partiram juntos. Nem a morte os separou.”
g1 MS
Saúde
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...
25 de julho de 2026
O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.
Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.
A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.
Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.
Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.
Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.
Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.
A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.
Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.
A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.
A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.
O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.
Dados
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...
24 de julho de 2026
A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores.
Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior.
O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades.
Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção.
As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais.
Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta.
Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros.
Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores.
Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.