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Afinal, voar de balão em MS é seguro?

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24 de junho de 2025

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Fonte: CE/ML

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O acidente em Santa Catarina que aconteceu neste final de semana e provocou a morte de oito pessoas acendeu o alerta para debates antigos sobre a prática da atividade no país. Por meio de nota, o Ministério do Turismo informou que pretende avançar no assunto da regularização do balonismo como atividade turística no Brasil.

Segundo a Associação Brasileira de Ecoturismo e Turismo, a procura por voos turísticos de balão aumentaram 20% ao ano, desde 2023. No entanto, essa atividade não é regulamentada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), sendo definida como “turismo de aventura”.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira de Empresas de Turismo e Cultura, Luiz Del Vigna, ainda não existem normas técnicas para esse tipo de atividade.

“Não há nenhuma garantia da Anac de que este ou aquele empreendedor está operando dentro de regras, porque essas regras não existem. Como ele se caracteriza como turismo de aventura e o turismo de aventura tem uma legislação específica, essas empresas que operam o balonismo, elas precisam, de acordo com o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor e com a Lei Geral do Turismo, implementar um sistema de gestão de segurança das operações baseado nas normas técnicas brasileiras”.

A ANAC, em nota, afirmou que o balonismo é permitido no Brasil, mas como uma atividade aerodesportiva, sendo considerada uma atividade de alto risco por conta da sua natureza e suas características, por conta e risco dos envolvidos.

Balonismo em MS
Em Mato Grosso do Sul, o setor de balonismo vem crescendo por conta das paisagens do Pantanal e alta demanda e procura. Pelo menos quatro empresas realizam essa atividade no Estado em regiões da Serra da Bodoquena, Bonito, Camisão e Aquidauana.

O piloto Irídio Boni, de 36 anos, é proprietário da Pantanal Balonismo, empresa que faz vôos na cidade de Aquidauana. Segundo ele, o acidente em Santa Catarina não aconteceu porque o balão é perigoso, mas sim, por falha humana.

Ele afirma que a situação causada pelo incêndio fez com que o balão voltasse a subir com as pessoas a bordo, sem piloto e em chamas. “O que está sendo averiguado é por que o piloto não encerrou a viagem ao primeiro contato com o solo”.

Boni afirma que existem legislações e certificações que as empresas precisam obter para estar regulamentadas perante a ANAC para exercer a atividade.

“O balão de ar quente tem dois tipos de certificação. A RBAC-91, que são de aeronaves que passam por fiscalização e verificações. Para pilotá-las, o piloto precisa ter uma licença de piloto de balão. Depois, têm aeronaves que são regulamentadas pela RBAC 103, que é de aeronaves esportivas, aeronaves que são tão boas quanto as outras. Porém, algumas pessoas decidem entrar nesse ramo e são mais aventureiras, e essa normativa não é tão abrangente, ela permite algumas outras coisas. Então, vai do caráter de cada empresa estabelecer a sua conduta e padrões de segurança”, explicou ao Correio do Estado.

Boni reforçou que existem muitas empresas que trabalham no Brasil de forma segura, conforme exigências da Agência de Aviação e com toda a segurança, inclusive a sua, instalada em Aquidauana.

“A nossa empresa, quando se instalou em Aquidauana, foi cobrada pelo município por todas as normativas da ANAC. Foram cobrados todos os certificados, todas as exigências, a prefeitura se preocupou com todas as pessoas que iriam viver essa experiência, já que a atividade serve como alavanca para o turismo”.

O piloto explicou que, em caso de acidentes, até envolvendo fogo, existem recursos e medidas a serem tomadas, como, especialmente, a descida do balão, que pode ser feita em segundos, além do corte de abastecimento de gás da aeronave.

“O balão é uma atividade extremamente segura. Estou no mercado há 14 anos e nunca tivemos um acidente. Porém, temos um sério compromisso com a qualidade e segurança. Nossa empresa não é a mais barata, mas não vai encontrar no mesmo local outra com a mesma qualidade e segurança”, afirmou. “Estamos trabalhando para manter a segurança, mas, de vez em quando, entram pessoas aventureiras no ramo e esses aventureiros que cometem esse erro que levam a fatalidades”.

Uma forma de se proteger e ter mais segurança para a realização do passeio, segundo Boni, é pesquisar sobre a empresa e sobre o piloto do balão que realizará a viagem.

“É importante fazer pesquisa sobre a empresa, ver as avaliações, seguir o piloto nas redes sociais e verificar se ele faz vôos regularmente e verificar se a empresa é devidamente regulamentada pela ANAC. As chances de acontecer um acidente assim são muito pequenas”, explica.

Não foram encontrados registros de acidentes de balões em áreas do estado de Mato Grosso do Sul. Os preços para as viagens de balão no estado variam de 500 a 900 reais por pessoa.

Fonte: CE/ML

Saúde

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

  O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES)...

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

25 de julho de 2026

Chikungunya já soma quase 10 mil casos em MS

 

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O avanço da chikungunya em Mato Grosso do Sul mantém autoridades de saúde em estado de alerta. Dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que a doença já se aproxima da marca de 10 mil casos confirmados em 2026, além de dezenas de mortes registradas em diferentes municípios. Embora Coxim não esteja entre as cidades com maior número de ocorrências, o cenário reforça a necessidade de prevenção e atenção aos primeiros sintomas.

Além da chikungunya, a dengue continua circulando no Estado, com milhares de notificações registradas ao longo do ano. A combinação das duas arboviroses preocupa os serviços de saúde, já que ambas são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

Conforme o boletim epidemiológico mais recente da SES, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.803 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desses, 9.686 já foram confirmados por exames laboratoriais ou critérios clínico-epidemiológicos.

A doença também já provocou 28 mortes no Estado, enquanto outro óbito ainda é investigado. As vítimas foram registradas em municípios como Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Itaporã, Ponta Porã e Nioaque.

Outro dado que chama a atenção é o registro de 114 gestantes diagnosticadas com chikungunya, grupo que exige acompanhamento médico devido aos riscos associados à infecção.

Embora apresente números inferiores aos da chikungunya, a dengue continua exigindo vigilância. O Estado já notificou 4.718 casos prováveis da doença, sendo 1.815 confirmações neste ano.

Nos últimos dias, diversos municípios apresentaram baixa incidência da doença, indicando um cenário de controle em parte do Estado, sem afastar o risco de novos focos.

Em Coxim, as equipes de saúde reforçam constantemente a importância da participação da população no combate ao mosquito transmissor. Mesmo quando o número de casos permanece controlado, o período de temperaturas elevadas alternado com chuvas favorece o surgimento de criadouros do Aedes aegypti.

A recomendação é eliminar qualquer recipiente que possa acumular água, como pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e caixas d'água destampadas. A maior parte dos focos do mosquito continua sendo encontrada dentro dos quintais das residências.

Mato Grosso do Sul também mantém a campanha de vacinação contra a dengue para o público-alvo. O Estado já recebeu mais de 241 mil doses do imunizante e aplicou mais de 223 mil.

A vacina é destinada a crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Especialistas destacam que a imunização reduz significativamente o risco de formas graves da doença, mas não substitui as medidas de prevenção contra o mosquito.

A orientação dos profissionais de saúde é que qualquer pessoa com febre, dores intensas nas articulações, dor no corpo, manchas avermelhadas na pele ou outros sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya procure imediatamente uma unidade de saúde.

O diagnóstico precoce permite o acompanhamento adequado e reduz o risco de complicações, principalmente em idosos, gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas. Enquanto isso, a prevenção continua sendo a principal arma para impedir o avanço das arboviroses em Coxim e em todo Mato Grosso do Sul.

Dados

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º...

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

24 de julho de 2026

Violência contra a mulher avança em Mato Grosso do Sul e lesões em ambiente doméstico crescem 20%

 

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A violência contra a mulher continua sendo um dos maiores desafios da segurança pública em Mato Grosso do Sul. Dados divulgados ontem, quinta-feira (23), pelo 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, revelam que o Estado registrou aumento em importantes indicadores relacionados à violência de gênero, reforçando o alerta sobre a necessidade de ampliar as ações de prevenção, proteção e enfrentamento aos agressores. 

Entre os dados que mais preocupam está o crescimento de 19,4% nos casos de lesão corporal dolosa praticada no contexto de violência doméstica, indicando que um número maior de mulheres foi vítima de agressões dentro do ambiente familiar em comparação com o ano anterior. 

O levantamento também aponta que Mato Grosso do Sul apresentou alta de 4,9% na variação geral dos principais indicadores de violência contra a mulher, demonstrando que, apesar dos esforços das forças de segurança e da rede de proteção, os casos continuam exigindo atenção das autoridades. 

Outro dado que chama a atenção no anuário é o elevado número de ocorrências relacionadas ao descumprimento de medidas protetivas de urgência. Segundo o levantamento, foram registrados cerca de 96 mil casos, evidenciando que muitas mulheres continuam enfrentando riscos mesmo após recorrerem à Justiça em busca de proteção. 

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha têm como objetivo impedir a aproximação do agressor e garantir a segurança da vítima. No entanto, o elevado número de descumprimentos demonstra que, em muitos casos, os autores continuam desrespeitando as determinações judiciais. 

Embora os números revelem avanço em parte dos registros, o anuário também mostra que alguns crimes relacionados à violência contra a mulher apresentaram queda em relação ao levantamento anterior. O estudo, porém, destaca que o aumento das ocorrências de agressão física e da violência doméstica mantém o cenário em estado de alerta. 

Especialistas apontam que a ampliação dos registros também pode refletir uma maior procura das vítimas pelos canais oficiais de denúncia, resultado das campanhas de conscientização e do fortalecimento da rede de atendimento. Ainda assim, os índices reforçam que a violência de gênero permanece como um problema estrutural que exige atuação permanente do poder público e da sociedade. 

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública é considerado um dos principais levantamentos nacionais sobre criminalidade e reúne dados enviados pelos órgãos oficiais de segurança dos estados brasileiros. 

Os números divulgados reforçam a importância da denúncia como ferramenta para interromper o ciclo da violência. Além do trabalho das polícias e do Poder Judiciário, especialistas defendem o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao acolhimento das vítimas, à prevenção e à responsabilização dos agressores. 

Em Mato Grosso do Sul, o crescimento dos registros evidencia que a violência contra a mulher continua sendo uma realidade que exige vigilância constante, ações integradas e o compromisso de toda a sociedade na proteção das vítimas e na construção de um ambiente mais seguro para as mulheres.