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Eleições 2026

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Pré-candidatos terão que deixar rádio e TV até o fim de junho por exigência da legislação eleitoral

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22 de junho de 2026

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Glenda Melo

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Os profissionais da comunicação que pretendem disputar as eleições deste ano e atuam em emissoras de rádio ou televisão terão que se afastar de suas funções a partir do próximo dia 30 de junho. A medida faz parte do calendário eleitoral e busca assegurar equilíbrio entre os futuros candidatos antes do início oficial da campanha.

A restrição vale para pré-candidatos que exercem atividades como apresentadores, comentaristas, entrevistadores ou participam de forma frequente da programação das emissoras. A intenção é impedir que esses espaços sejam utilizados para promoção pessoal ou obtenção de vantagem sobre os demais concorrentes.

O afastamento está previsto nas normas eleitorais e deve ser cumprido por todos os que desejam concorrer a cargos eletivos. O descumprimento da regra pode gerar consequências previstas na legislação, atingindo tanto o pré-candidato quanto o veículo de comunicação responsável pela transmissão.

A determinação integra uma série de prazos estabelecidos pela Justiça Eleitoral para organizar o processo das eleições de 2026. O cronograma reúne etapas que devem ser observadas por partidos, candidatos e instituições envolvidas na disputa.

Outro marco importante já cumprido neste mês ocorreu no último dia 16 de junho, quando terminou o prazo para que o Tribunal Superior Eleitoral divulgasse o montante disponível no Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral.

Os recursos destinados ao financiamento das campanhas são provenientes do Orçamento da União e, posteriormente, distribuídos aos partidos políticos conforme os critérios definidos pela legislação eleitoral.

Com a proximidade das convenções partidárias e do período oficial de campanha, o calendário eleitoral passa a concentrar uma série de medidas voltadas à transparência, à isonomia entre os candidatos e ao cumprimento das regras que disciplinam o processo democrático.

 

Previdência Social

Governo reduz prazo para acelerar análise de benefícios do INSS e diminuir fila de espera

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19 de junho de 2026

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O governo federal deu um novo passo para acelerar a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais ao reduzir o prazo que permite a inclusão de processos no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). A partir de agora, os requerimentos que estiverem aguardando análise por mais de 30 dias poderão ser incorporados ao programa, diminuindo o limite anterior de 45 dias.

A mudança foi oficializada por meio de uma medida provisória publicada nesta sexta-feira (19) no Diário Oficial da União e já está em vigor. A expectativa é que a nova regra fortaleça a capacidade operacional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), contribuindo para reduzir o volume de pedidos pendentes.

O Programa de Gerenciamento de Benefícios foi criado para reforçar a análise de processos relacionados ao reconhecimento de direitos, além de revisões e reavaliações de benefícios. Com a alteração na legislação, o programa passa a alcançar um número maior de solicitações, permitindo que processos administrativos com atraso superior a um mês ou que tenham ultrapassado prazos determinados pela Justiça recebam tratamento prioritário.

A medida modifica dispositivos da Lei nº 15.201, de 2025, ampliando o escopo de atuação do PGB. Na prática, isso significa que mais servidores poderão atuar na análise de pedidos de aposentadorias, pensões, auxílios e benefícios assistenciais, reduzindo o tempo de resposta para os cidadãos que aguardam uma decisão do INSS.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca tornar o atendimento mais eficiente sem gerar impacto adicional nas contas públicas. A execução das atividades continuará respeitando os recursos financeiros e orçamentários já previstos para o funcionamento do programa.

A expectativa é que a ampliação do PGB ajude a desafogar a fila de requerimentos acumulados, garantindo maior rapidez na análise dos pedidos e ampliando a eficiência dos serviços prestados pelo INSS à população.

 

União

Receita Federal inicia nova era do cadastro empresarial com CNPJ alfanumérico a partir de julho

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19 de junho de 2026

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A Receita Federal dará início, em julho de 2026, à implantação do CNPJ alfanumérico para novas empresas registradas no Brasil. A mudança representa uma das maiores atualizações já realizadas no sistema de identificação das pessoas jurídicas e foi planejada para garantir a continuidade da emissão de novos cadastros diante do crescimento constante da abertura de empresas no país.

Na prática, os novos CNPJs continuarão com 14 caracteres, mas passarão a combinar letras e números em parte de sua composição. A alteração amplia significativamente o número de combinações possíveis, permitindo que o cadastro acompanhe a expansão do ambiente empresarial brasileiro nas próximas décadas.

Apesar da novidade, a Receita Federal tranquiliza empresários ao informar que os CNPJs já existentes permanecerão inalterados. A mudança valerá exclusivamente para as inscrições realizadas a partir da entrada em vigor do novo modelo, sem necessidade de substituição dos números atualmente utilizados por empresas, associações e demais pessoas jurídicas.

Embora a transição seja simples para quem já possui empresa, o novo formato exigirá uma corrida de adaptação por parte de desenvolvedores de software, instituições financeiras, escritórios de contabilidade e fornecedores de sistemas de gestão. Plataformas que atualmente aceitam apenas números precisarão ser atualizadas para reconhecer os novos caracteres alfanuméricos, evitando falhas em cadastros, emissão de documentos fiscais, integrações bancárias e processos administrativos.

Especialistas destacam que a preparação antecipada será fundamental para evitar transtornos quando os primeiros CNPJs com letras começarem a ser emitidos. Empresas de tecnologia já iniciam revisões em bancos de dados, sistemas de validação e integrações eletrônicas para garantir compatibilidade com o novo padrão.

Outro ponto que permanece inalterado é o mecanismo de validação do documento. Os dois últimos dígitos continuarão sendo verificadores calculados pelo método módulo 11, o mesmo utilizado atualmente. A diferença está na conversão das letras em valores numéricos durante o processamento realizado pelos sistemas da Receita Federal.

A modernização faz parte da estratégia do Fisco para manter a eficiência do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica sem comprometer a segurança das informações. Com o novo formato, o governo amplia de forma expressiva a capacidade de geração de identificadores únicos, evitando o esgotamento das combinações disponíveis no modelo exclusivamente numérico.

Para empresários, a recomendação é verificar se os sistemas utilizados pela empresa já estão sendo preparados para receber o novo padrão. Embora a maioria das organizações não precise alterar seus próprios documentos, a convivência entre CNPJs numéricos e alfanuméricos passará a ser uma realidade nas relações comerciais, fiscais e bancárias a partir do segundo semestre deste ano.