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Prazo maior e menos filas: INSS amplia benefício sem perícia presencial para 90 dias

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2 de maio de 2026

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Glenda Melo

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Uma mudança importante promete facilitar a vida de milhares de trabalhadores brasileiros. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a permitir que o benefício por incapacidade temporária seja concedido por até 90 dias sem a necessidade de perícia médica presencial. Antes, esse prazo era limitado a 60 dias.

A medida foi implementada em parceria com o Ministério da Previdência Social e faz parte da modernização do sistema Atestmed, que permite o envio de documentos médicos de forma totalmente digital. Com isso, o segurado pode realizar todo o processo pelo aplicativo ou site do Meu INSS, sem precisar se deslocar até uma agência.

Na prática, o trabalhador deve anexar atestados e exames diretamente na plataforma. A análise é feita por médicos peritos, e o resultado também é disponibilizado online. A expectativa do governo é agilizar a concessão do benefício e reduzir a fila de espera, um dos principais desafios enfrentados pelo sistema previdenciário.

Para evitar problemas na solicitação, o INSS reforça que os documentos precisam estar legíveis e completos, contendo informações essenciais como identificação do paciente, data de emissão, diagnóstico (ou código CID), período de afastamento e dados do médico responsável, incluindo assinatura e registro profissional.

Caso haja inconsistências, rasuras ou falta de informações, o pedido pode ser direcionado para uma avaliação presencial. O mesmo acontece quando o perito considera necessário um exame mais detalhado.

Se o afastamento ultrapassar o limite de 90 dias, será preciso solicitar a prorrogação nesse caso, a perícia presencial passa a ser obrigatória.

O benefício por incapacidade temporária, que substituiu o antigo auxílio-doença, garante renda ao trabalhador afastado por problemas de saúde. Nos primeiros 15 dias, o pagamento é feito pela empresa; após esse período, a responsabilidade passa a ser do INSS.

A ampliação do prazo e a digitalização do atendimento reforçam a aposta do governo em soluções tecnológicas para tornar o acesso aos direitos mais rápido e menos burocrático.

 

Economia

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita...

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

26 de julho de 2026

Fim da "taxa das blusinhas" faz compras internacionais dispararem e reacende mercado de importados

 

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Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita Federal mostram que o volume de encomendas internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50, indicando uma retomada das compras em plataformas estrangeiras.

O comércio eletrônico internacional voltou a ganhar força no Brasil após a revogação da tributação que incidia sobre encomendas de pequeno valor. Apenas em junho, primeiro mês completo sem a cobrança do imposto sobre compras de até US$ 50, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, segundo dados da Receita Federal.

O resultado representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e reforça que muitos consumidores voltaram a recorrer a sites estrangeiros em busca de produtos com preços mais competitivos.

Na comparação com junho de 2025, quando ainda vigorava a chamada "taxa das blusinhas", o número de encomendas cresceu 118%, passando de 13,02 milhões para 28,36 milhões.

Os dados mostram que a retirada do imposto devolveu competitividade às compras internacionais de baixo valor, especialmente em categorias como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de decoração e utensílios domésticos.

Durante o período em que esteve em vigor, a tributação era alvo de críticas por elevar o custo final de produtos considerados populares. Muitos consumidores afirmavam que a cobrança diminuía a vantagem econômica de comprar em plataformas internacionais, tornando diversos itens praticamente equivalentes aos preços praticados no mercado nacional.

Outro ponto frequentemente questionado era a diferença de tratamento entre consumidores que realizavam compras online e viajantes que retornavam do exterior, já que estes continuavam contando com uma cota de isenção para trazer produtos sem o mesmo impacto tributário.

Especialistas avaliam que, mantido o atual cenário, o fluxo de encomendas internacionais deve continuar crescendo nos próximos meses. A expectativa é de que plataformas estrangeiras ampliem novamente sua participação entre os consumidores brasileiros, impulsionadas pelos preços mais competitivos e pela maior oferta de produtos.

Com a retomada das compras, o setor de logística também deve sentir os efeitos do aumento da demanda, exigindo maior capacidade de processamento e distribuição das encomendas que chegam diariamente ao país.

 

Imposto de renda 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

24 de julho de 2026

Receita Federal abre consulta ao 3º lote da restituição do Imposto de Renda 2026

 

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A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.

Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.

A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.

Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.

O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.

Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.

A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.

Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.

Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.

Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.

A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.