domingo, 26 de julho, 2026
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Uma mudança importante promete facilitar a vida de milhares de trabalhadores brasileiros. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a permitir que o benefício por incapacidade temporária seja concedido por até 90 dias sem a necessidade de perícia médica presencial. Antes, esse prazo era limitado a 60 dias.
A medida foi implementada em parceria com o Ministério da Previdência Social e faz parte da modernização do sistema Atestmed, que permite o envio de documentos médicos de forma totalmente digital. Com isso, o segurado pode realizar todo o processo pelo aplicativo ou site do Meu INSS, sem precisar se deslocar até uma agência.
Na prática, o trabalhador deve anexar atestados e exames diretamente na plataforma. A análise é feita por médicos peritos, e o resultado também é disponibilizado online. A expectativa do governo é agilizar a concessão do benefício e reduzir a fila de espera, um dos principais desafios enfrentados pelo sistema previdenciário.
Para evitar problemas na solicitação, o INSS reforça que os documentos precisam estar legíveis e completos, contendo informações essenciais como identificação do paciente, data de emissão, diagnóstico (ou código CID), período de afastamento e dados do médico responsável, incluindo assinatura e registro profissional.
Caso haja inconsistências, rasuras ou falta de informações, o pedido pode ser direcionado para uma avaliação presencial. O mesmo acontece quando o perito considera necessário um exame mais detalhado.
Se o afastamento ultrapassar o limite de 90 dias, será preciso solicitar a prorrogação nesse caso, a perícia presencial passa a ser obrigatória.
O benefício por incapacidade temporária, que substituiu o antigo auxílio-doença, garante renda ao trabalhador afastado por problemas de saúde. Nos primeiros 15 dias, o pagamento é feito pela empresa; após esse período, a responsabilidade passa a ser do INSS.
A ampliação do prazo e a digitalização do atendimento reforçam a aposta do governo em soluções tecnológicas para tornar o acesso aos direitos mais rápido e menos burocrático.
Economia
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita...
26 de julho de 2026
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita Federal mostram que o volume de encomendas internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50, indicando uma retomada das compras em plataformas estrangeiras.
O comércio eletrônico internacional voltou a ganhar força no Brasil após a revogação da tributação que incidia sobre encomendas de pequeno valor. Apenas em junho, primeiro mês completo sem a cobrança do imposto sobre compras de até US$ 50, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, segundo dados da Receita Federal.
O resultado representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e reforça que muitos consumidores voltaram a recorrer a sites estrangeiros em busca de produtos com preços mais competitivos.
Na comparação com junho de 2025, quando ainda vigorava a chamada "taxa das blusinhas", o número de encomendas cresceu 118%, passando de 13,02 milhões para 28,36 milhões.
Os dados mostram que a retirada do imposto devolveu competitividade às compras internacionais de baixo valor, especialmente em categorias como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de decoração e utensílios domésticos.
Durante o período em que esteve em vigor, a tributação era alvo de críticas por elevar o custo final de produtos considerados populares. Muitos consumidores afirmavam que a cobrança diminuía a vantagem econômica de comprar em plataformas internacionais, tornando diversos itens praticamente equivalentes aos preços praticados no mercado nacional.
Outro ponto frequentemente questionado era a diferença de tratamento entre consumidores que realizavam compras online e viajantes que retornavam do exterior, já que estes continuavam contando com uma cota de isenção para trazer produtos sem o mesmo impacto tributário.
Especialistas avaliam que, mantido o atual cenário, o fluxo de encomendas internacionais deve continuar crescendo nos próximos meses. A expectativa é de que plataformas estrangeiras ampliem novamente sua participação entre os consumidores brasileiros, impulsionadas pelos preços mais competitivos e pela maior oferta de produtos.
Com a retomada das compras, o setor de logística também deve sentir os efeitos do aumento da demanda, exigindo maior capacidade de processamento e distribuição das encomendas que chegam diariamente ao país.
Imposto de renda 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...
24 de julho de 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.
A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.
Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.
O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.
Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.
A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.
Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.
Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.
A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.