domingo, 26 de julho, 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso de determinados produtos da marca Ypê após a identificação de irregularidades no processo de produção que podem representar risco à saúde dos consumidores.
A medida atinge lotes específicos de detergentes lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes fabricados pela empresa Química Amparo, responsável pela marca. Segundo a Anvisa, estão incluídos na determinação os produtos cujos lotes terminam com o número 1.
A decisão foi publicada por meio da Resolução nº 1.834/2026 e ocorre após análises técnicas apontarem falhas consideradas graves nos sistemas de controle de qualidade e nas etapas de fabricação dos saneantes produzidos na unidade industrial localizada em Amparo.
De acordo com a Anvisa, os problemas identificados comprometem o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação, conjunto de normas obrigatórias que garantem a segurança e a qualidade de produtos utilizados diariamente pela população.
Entre as principais preocupações está a possibilidade de contaminação microbiológica, situação caracterizada pela presença indesejada de microrganismos capazes de comprometer a segurança sanitária dos produtos.
A agência reguladora informou que a decisão foi tomada após avaliação técnica de risco, considerando que as falhas encontradas poderiam afetar diretamente a qualidade final dos itens disponibilizados ao consumidor.
Embora a Anvisa não tenha divulgado casos confirmados de danos causados pelos produtos, a medida foi adotada de forma preventiva para evitar possíveis riscos à saúde pública.
A orientação da Anvisa é para que consumidores que possuam em casa produtos dos lotes afetados suspendam imediatamente o uso.
Os clientes devem entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa para obter informações sobre os procedimentos de recolhimento, troca ou devolução dos produtos.
A recomendação vale exclusivamente para os lotes com numeração final 1. Os demais produtos da marca, segundo a resolução publicada, não estão incluídos na medida sanitária.
Além disso, órgãos de vigilância sanitária estaduais e municipais foram orientados a reforçar a fiscalização em supermercados, estabelecimentos comerciais e centros de distribuição para impedir que os lotes atingidos continuem circulando no mercado.
Os produtos atingidos pela decisão fazem parte da rotina diária de milhões de brasileiros, principalmente em atividades domésticas relacionadas à limpeza da casa, lavagem de roupas e higienização de utensílios.
Por isso, especialistas destacam a importância do rigor no controle de qualidade durante todas as etapas de fabricação desses itens, desde a manipulação da matéria-prima até o armazenamento e distribuição.
As chamadas Boas Práticas de Fabricação são consideradas essenciais para evitar contaminações, alterações químicas ou problemas que possam comprometer a eficácia e a segurança dos produtos saneantes.
A lista completa dos produtos e lotes afetados pode ser consultada na publicação oficial da Resolução nº 1.834/2026, divulgada no Diário Oficial da União desta quinta-feira.
A Anvisa reforçou que a medida tem caráter preventivo e faz parte das ações de monitoramento e fiscalização realizadas regularmente pela agência para garantir a segurança dos produtos comercializados no país.
Consumidores que identificarem em casa produtos dos lotes envolvidos devem verificar atentamente a numeração da embalagem e seguir as orientações repassadas pelos canais oficiais da fabricante e pelos órgãos de vigilância sanitária.
Economia
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita...
26 de julho de 2026
Antes criticada por consumidores, a extinção da chamada "taxa das blusinhas" já começa a refletir no comportamento de compra dos brasileiros. Dados da Receita Federal mostram que o volume de encomendas internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da cobrança do imposto de importação sobre compras de até US$ 50, indicando uma retomada das compras em plataformas estrangeiras.
O comércio eletrônico internacional voltou a ganhar força no Brasil após a revogação da tributação que incidia sobre encomendas de pequeno valor. Apenas em junho, primeiro mês completo sem a cobrança do imposto sobre compras de até US$ 50, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais, segundo dados da Receita Federal.
O resultado representa um salto significativo em relação aos meses anteriores e reforça que muitos consumidores voltaram a recorrer a sites estrangeiros em busca de produtos com preços mais competitivos.
Na comparação com junho de 2025, quando ainda vigorava a chamada "taxa das blusinhas", o número de encomendas cresceu 118%, passando de 13,02 milhões para 28,36 milhões.
Os dados mostram que a retirada do imposto devolveu competitividade às compras internacionais de baixo valor, especialmente em categorias como roupas, acessórios, eletrônicos, itens de decoração e utensílios domésticos.
Durante o período em que esteve em vigor, a tributação era alvo de críticas por elevar o custo final de produtos considerados populares. Muitos consumidores afirmavam que a cobrança diminuía a vantagem econômica de comprar em plataformas internacionais, tornando diversos itens praticamente equivalentes aos preços praticados no mercado nacional.
Outro ponto frequentemente questionado era a diferença de tratamento entre consumidores que realizavam compras online e viajantes que retornavam do exterior, já que estes continuavam contando com uma cota de isenção para trazer produtos sem o mesmo impacto tributário.
Especialistas avaliam que, mantido o atual cenário, o fluxo de encomendas internacionais deve continuar crescendo nos próximos meses. A expectativa é de que plataformas estrangeiras ampliem novamente sua participação entre os consumidores brasileiros, impulsionadas pelos preços mais competitivos e pela maior oferta de produtos.
Com a retomada das compras, o setor de logística também deve sentir os efeitos do aumento da demanda, exigindo maior capacidade de processamento e distribuição das encomendas que chegam diariamente ao país.
Imposto de renda 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes...
24 de julho de 2026
A Receita Federal liberou nesta sexta-feira (24) a consulta ao terceiro lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Ao todo, 2.743.200 contribuintes serão contemplados neste lote, que soma R$ 4,61 bilhões em restituições. O pagamento está programado para o próximo 31 de julho.
Os contribuintes já podem verificar se foram incluídos no lote por meio da página oficial da Receita Federal ou pelo aplicativo disponível para smartphones e tablets.
A consulta pode ser feita acessando o portal da Receita Federal, na área destinada ao Imposto de Renda. Basta informar o CPF, a data de nascimento e o ano da declaração para verificar se a restituição foi liberada.
Também é possível realizar a consulta pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para dispositivos Android e iOS.
O valor da restituição será depositado diretamente na conta bancária ou na chave Pix do tipo CPF informada pelo contribuinte durante o envio da declaração.
Caso o crédito não seja efetuado por problemas na conta indicada, o valor ficará disponível para resgate junto ao Banco do Brasil por até um ano.
A Receita Federal mantém uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições. Recebem primeiro os contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência, portadores de doenças graves e professores cuja principal fonte de renda seja o magistério.
Na sequência, também têm preferência aqueles que utilizaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber a restituição via Pix com chave CPF.
Os contribuintes que não aparecerem na consulta não precisam se preocupar imediatamente. Novos lotes de restituição serão liberados nos próximos meses, conforme o calendário da Receita Federal.
Entretanto, é importante acompanhar regularmente a situação da declaração para verificar se ela caiu na malha fina ou se existe alguma pendência que impeça o pagamento da restituição.
A recomendação é que os contribuintes consultem frequentemente o portal da Receita Federal para acompanhar a liberação dos próximos lotes e eventuais atualizações sobre a declaração do Imposto de Renda.