quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
Uma jovem cheia de vida, paixão pela liberdade, pela arte, pela natureza e pelo desconhecido. Juliana Marins, de apenas 26 anos, viu sua jornada pelo mundo se transformar em tragédia após cair em um penhasco durante uma trilha no Monte Rinjani, na Indonésia, no último sábado (21). A notícia de sua morte foi confirmada pela família na manhã desta terça-feira (24), após quatro dias angustiantes de buscas e denúncias de negligência no socorro.
Natural de Niterói (RJ), Juliana era formada em Publicidade e Propaganda pela UFRJ e atuava como dançarina de pole dance, profissão que a conectava ao corpo, à arte e à superação. Desde fevereiro, realizava um mochilão sozinha pela Ásia, desbravando Filipinas, Vietnã, Tailândia e, por fim, Indonésia, onde seus passos foram interrompidos de forma brutal.
Juliana fazia a trilha do Monte Rinjani, um dos vulcões ativos mais altos da Ásia, com 3.721 metros de altitude. Acompanhada de outros seis turistas e dois guias, ela começou a demonstrar sinais de cansaço durante a madrugada e pediu para descansar. O que era para ser uma pausa breve, tornou-se um abandono fatal.
Segundo relato da irmã, Mariana Marins, e de funcionários do parque, Juliana foi deixada sozinha pelo grupo por mais de uma hora. Desorientada e com medo, tentou seguir por conta própria, até cair de uma altura estimada em mais de 650 metros – o equivalente a duas vezes a altura do Cristo Redentor. Um drone a localizou no dia seguinte, imóvel, e iniciou-se ali uma corrida contra o tempo para salvá-la.
“Ela estava com frio, com sede, com fome… e ninguém a alcançava. Criaram vídeos falsos, alimentaram esperanças com mentiras. O resgate demorou porque não havia equipamentos adequados. Foi um pesadelo. E ela morreu sozinha, esperando ajuda”, desabafou a irmã.
As autoridades locais e até a Embaixada do Brasil na Indonésia divulgaram, no sábado, que Juliana teria recebido água, comida e cobertores. Vídeos circularam com supostos momentos do resgate. No entanto, no dia seguinte, a família descobriu que nada era verdade. As imagens foram forjadas. Juliana continuava no penhasco, desamparada, enquanto o mundo acreditava que ela estava sendo socorrida.
O embaixador brasileiro chegou a reconhecer, em ligação gravada e divulgada, que repassou informações falsas com base em relatos imprecisos das autoridades indonésias.
Juliana foi vista pela última vez com vida na manhã de sábado, através de imagens feitas por drone. Mesmo ferida, ela acenava uma lanterna e pedia socorro. Essa imagem correu o mundo e tocou milhares de brasileiros, que se uniram em orações e apelos por sua vida.
A jovem sonhadora, que deixou para trás o conforto da rotina para viver uma vida de intensidade e descobertas, acabou vítima do despreparo e da irresponsabilidade de um sistema que deveria garantir segurança mínima aos aventureiros que visitam a famosa trilha do Rinjani.
Juliana Marins não era apenas mais uma turista. Era filha, irmã, amiga, artista, cidadã do mundo. Sua morte levanta questionamentos profundos sobre a segurança em trilhas internacionais, a responsabilidade dos guias turísticos, a efetividade das autoridades diplomáticas brasileiras no exterior, e o preço que jovens viajantes, especialmente mulheres, ainda pagam ao ousar viver seus sonhos com coragem.
“Seguimos muito gratos por todas as orações, mensagens de carinho e apoio que temos recebido”, declarou a família em nota oficial. “Agora, buscamos justiça, porque Juliana não caiu sozinha. Ela foi deixada.”
Juliana agora descansa. Mas seu nome ecoa como símbolo de coragem, luz e luta por dignidade. Que sua história nunca seja esquecida e que sirva de alerta para que nenhuma vida mais se perca pela mesma negligência. Eu, como mãe me coloco agora no lugar dessa mãe. E sei que muitas outras mães e pais irão ler essa matéria. Então todo nosso amor, respeito e carinho para esses pais que perderam sua filha para o descaso.
Acidente
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir...
3 de junho de 2026
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir à delegacia registrar o desaparecimento do filho.
O menino estava com o veículo estacionado em um posto de combustível no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. O adolescente estava desaparecido desde as 12h30 de terça-feira (2).
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do adolescente procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do menino. Além disso, relatou também um possível furto do veículo. Segundo o pai do adolescente, essa não foi a primeira vez que o adolescente desapareceu com o veículo.
Contudo, na ocasião, não foi feito registro policial, visto que o adolescente foi encontrado. O menino pegou o veículo que pertence ao pai no bairro Monte Castelo e conduziu o veículo até o bairro Santo Antônio.
De acordo com o registro policial, o adolescente foi encontrado por volta das 4h desta quarta-feira. O adolescente estava dormindo no veículo que estava estacionado em um posto de combustível em frente à Base Aérea de Campo Grande.
Ao ser questionado pela equipe policial, o adolescente afirmou que o veículo era do pai e que saiu para passear.
O pai do menino foi acionado e compareceu ao local. Em seguida, pai, filho e a caminhonete foram levados para a Depac-Cepol.
Midiamax
Acidente
Condutor de 38 anos recebeu voz de prisão no hospital após colisão que deixou duas vítimas fatais no km 753 da rodovia.
29 de maio de 2026
O motorista do caminhão envolvido no grave acidente que matou o casal Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva Maggioni, de 59 anos, recebeu voz de prisão após atendimento médico no Hospital Regional de Coxim.
Conforme o boletim de ocorrência, Cristiano da Silva, de 38 anos, conduzia um caminhão trator Scania/R500 no sentido Sonora-Coxim quando colidiu na traseira da caminhonete Chevrolet S-10 ocupada pelo casal. O acidente aconteceu no trecho da BR-163 onde havia operação de trânsito controlado pelo sistema "pare e siga", em razão de obras de manutenção na pista.
Com a força do impacto, a caminhonete ficou prensada entre veículos de carga e os dois ocupantes morreram ainda no local.

Casal morto no engavetamento. (Foto: Reprodução)
Segundo o registro policial, durante o trabalho de desencarceramento realizado pelo Corpo de Bombeiros, foram encontradas com o motorista duas cartelas de Nobésio "Extra Forte", contendo 15 comprimidos cada. Conforme o boletim, cinco comprimidos já haviam sido consumidos, restando 25 unidades.
O medicamento é popularmente conhecido como "rebite", substância estimulante utilizada para inibir o sono e prolongar o tempo acordado.
Ainda de acordo com a ocorrência, diante das informações levantadas inicialmente, foram constatados, em tese, os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e porte de droga para consumo.
O motorista ficou ferido no acidente e foi socorrido pela equipe de resgate da Motiva Pantanal, sendo encaminhado ao Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, em Coxim, onde posteriormente passou por procedimento cirúrgico.
Em razão da necessidade de atendimento médico de urgência, não foi possível realizar o teste de alcoolemia.
Após receber atendimento hospitalar, Cristiano da Silva recebeu voz de prisão por uma equipe da Polícia Civil.

(Foto: Reprodução)
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e da concessionária responsável pela administração da rodovia atuaram na ocorrência.
As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades competentes, que irão apurar as causas da colisão e a eventual responsabilidade dos envolvidos.