quinta, 04 de junho, 2026
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Acidentes
No momento do acidente, motorista estava a 90 km/h, ainda acima do limite de velocidade na via, que é de 80 km/h. Arilton Bastos Alves foi preso no Espírito Santo, na manhã desta terça-feira (21).
22 de janeiro de 2025
Rafaela Mansur, g1
O motorista da carreta envolvida no acidente que matou 39 pessoas na BR-116, em Teófilo Otoni (MG), em dezembro passado, chegou a trafegar pela rodovia a 132 km/h. No momento do acidente, ele estava a 90 km/h, sendo o limite da via 80 km/h.
Arilton Bastos Alves foi preso no Espírito Santo, na manhã de terça-feira (21). Na decisão judicial que embasou a prisão, o magistrado defendeu que a alta velocidade "revela o grau de descuido/indiferença em poder causar um acidente de trânsito".
Além da alta velocidade, segundo a decisão, o caminhoneiro admitiu não ter o costume de verificar o peso do material que transportava. No dia do acidente, a carreta carregava dois blocos de quartzito, com peso total superior a 68 toneladas.
"Acrescentando-se o peso do conjunto da carreta e seus dois semirreboques, chega-se a 91,261 toneladas, equivalente a quase o dobro do permitido pela legislação de trânsito aplicável à espécie", diz um trecho do documento.
O acidente ocorreu na madrugada de 21 de dezembro e envolveu um ônibus de viagem, uma carreta que carregava blocos de granito e um carro.
O caminhoneiro Arilton Bastos Alves fugiu do local da batida e se apresentou à polícia dois dias depois, em 23 de dezembro, mas foi liberado – na época, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil.
O juiz Danilo de Mello Ferraz, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Teófilo Otoni, no entanto, decidiu revisar essa decisão e decretar a prisão do motorista. Além do excesso de velocidade, o magistrado considerou o fato de Alves ter deixado o local do acidente, o sobrepeso da carga da carreta e o uso de álcool e drogas (saiba mais abaixo).
O juiz afirmou, ainda, que as investigações permitem concluir que a principal causa do acidente foi o "tombamento do segundo semirreboque da carreta sobre a contramão direcional e, subsequentemente, o desprendimento do bloco de granito e o seu choque frontal com o ônibus".
Em nota, a defesa de Arilton Bastos Alves se disse surpresa com o decreto de prisão preventiva. "Ressaltamos que o caso ainda está em fase de investigação, não fomos cientificados dos fundamentos da prisão e que todas as providências jurídicas cabíveis serão tomadas para assegurar o devido processo legal, direito de defesa e a restauração da liberdade", registrou.
Dirigindo sob efeito de álcool e drogas
Além da alta velocidade, o exame toxicológico realizado no suspeito no dia 23 de dezembro, dois dias depois da batida, apontaram que ele dirigia sob efeito álcool, cocaína, ecstasy e outras drogas durante a viagem.
Segundo a decisão judicial que decretou a prisão, o exame detectou ainda MDA, alprazolam e venlafaxina no material biológico do condutor. Ao interpretar os resultados, os peritos concluíram que ele consumiu "cocaína e álcool etílico concomitantemente".
Ainda de acordo com a decisão, "há indícios de que o investigado tinha por costume conduzir veículo automotor sob efeito de bebidas alcoólicas". Em julho de 2022, ele foi abordado por policiais com sintoma de embriaguez na condução de um carro e acabou sendo penalizado com a suspensão do direito de dirigir.
"Ao ver do Juízo, diante destas informações, não há o que se falar em simples descuido ou inobservância de um dever de cuidado objetivo, mas em deliberada assunção de risco, mormente quando embalado pelo uso de drogas diversas", diz um trecho da decisão, assinada nesta segunda-feira (20) pelo juiz Danilo de Mello Ferraz.
A hipótese inicial, segundo informações repassadas ao Corpo de Bombeiros, é de que o acidente teria ocorrido após um pneu do ônibus estourar, e o motorista perder o controle da direção e bater na carreta.
Já a Polícia Rodoviária Federal informou que, possivelmente, um grande bloco de granito se soltou da carroceria da carreta e atingiu o ônibus que seguia no sentido contrário da rodovia.
De acordo com a Justiça, pessoas ouvidas ao longo das investigações negaram ter havido qualquer barulho de explosão de pneu no momento do acidente ou que o veículo tenha se desgovernado.
"Peritos criminais disseram que, em análise preliminar, constatou-se que uma das pedras se desprendeu do reboque, vindo a colidir com o ônibus da empresa Emtram, onde estavam as vítimas. Tudo indica que, em tese, o excesso de peso contribuiu para esse evento, assim como o excesso de velocidade praticado pelo condutor da carreta, sem que se possa desconsiderar, naturalmente, a condução de uma carreta sob o efeito de drogas diversas", diz um trecho da decisão judicial que decretou a prisão do motorista da carreta.
Acidente
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir...
3 de junho de 2026
Um adolescente de 13 anos foi encontrado dormindo em uma caminhonete nesta quarta-feira (3), em um posto de combustível, após sumir com a caminhonete Hilux do pai, que chegou a ir à delegacia registrar o desaparecimento do filho.
O menino estava com o veículo estacionado em um posto de combustível no bairro Santo Antônio, em Campo Grande. O adolescente estava desaparecido desde as 12h30 de terça-feira (2).
De acordo com o boletim de ocorrência, o pai do adolescente procurou a delegacia para registrar o desaparecimento do menino. Além disso, relatou também um possível furto do veículo. Segundo o pai do adolescente, essa não foi a primeira vez que o adolescente desapareceu com o veículo.
Contudo, na ocasião, não foi feito registro policial, visto que o adolescente foi encontrado. O menino pegou o veículo que pertence ao pai no bairro Monte Castelo e conduziu o veículo até o bairro Santo Antônio.
De acordo com o registro policial, o adolescente foi encontrado por volta das 4h desta quarta-feira. O adolescente estava dormindo no veículo que estava estacionado em um posto de combustível em frente à Base Aérea de Campo Grande.
Ao ser questionado pela equipe policial, o adolescente afirmou que o veículo era do pai e que saiu para passear.
O pai do menino foi acionado e compareceu ao local. Em seguida, pai, filho e a caminhonete foram levados para a Depac-Cepol.
Midiamax
Acidente
Condutor de 38 anos recebeu voz de prisão no hospital após colisão que deixou duas vítimas fatais no km 753 da rodovia.
29 de maio de 2026
O motorista do caminhão envolvido no grave acidente que matou o casal Janir José Maggioni, de 60 anos, e Sonia Aparecida Andrade Silva Maggioni, de 59 anos, recebeu voz de prisão após atendimento médico no Hospital Regional de Coxim.
Conforme o boletim de ocorrência, Cristiano da Silva, de 38 anos, conduzia um caminhão trator Scania/R500 no sentido Sonora-Coxim quando colidiu na traseira da caminhonete Chevrolet S-10 ocupada pelo casal. O acidente aconteceu no trecho da BR-163 onde havia operação de trânsito controlado pelo sistema "pare e siga", em razão de obras de manutenção na pista.
Com a força do impacto, a caminhonete ficou prensada entre veículos de carga e os dois ocupantes morreram ainda no local.

Casal morto no engavetamento. (Foto: Reprodução)
Segundo o registro policial, durante o trabalho de desencarceramento realizado pelo Corpo de Bombeiros, foram encontradas com o motorista duas cartelas de Nobésio "Extra Forte", contendo 15 comprimidos cada. Conforme o boletim, cinco comprimidos já haviam sido consumidos, restando 25 unidades.
O medicamento é popularmente conhecido como "rebite", substância estimulante utilizada para inibir o sono e prolongar o tempo acordado.
Ainda de acordo com a ocorrência, diante das informações levantadas inicialmente, foram constatados, em tese, os crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor e porte de droga para consumo.
O motorista ficou ferido no acidente e foi socorrido pela equipe de resgate da Motiva Pantanal, sendo encaminhado ao Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva, em Coxim, onde posteriormente passou por procedimento cirúrgico.
Em razão da necessidade de atendimento médico de urgência, não foi possível realizar o teste de alcoolemia.
Após receber atendimento hospitalar, Cristiano da Silva recebeu voz de prisão por uma equipe da Polícia Civil.

(Foto: Reprodução)
Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros e da concessionária responsável pela administração da rodovia atuaram na ocorrência.
As circunstâncias do acidente continuam sendo investigadas pelas autoridades competentes, que irão apurar as causas da colisão e a eventual responsabilidade dos envolvidos.