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		<title>Diário do EstadoMS - Ciências e Tecnologia</title>
		
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				<title><![CDATA[Políticas públicas para startups impulsionam inovação em MS, que se destaca nacionalmente]]></title>
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				<description><![CDATA[As startups sul-mato-grossenses vêm se destacando como referências em inovação e desenvolvimento tecnológico no país. Com o fomento do Governo do Estado, por meio da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), empresas como a Arandu Biotecnologia, que desenvolve corantes naturais a partir de microrganismos do Pantanal, e a República das Arteiras, uma fashion tech com viés social que conecta costureiras a consumidores por meio de uma plataforma digital, demonstram como o investimento público pode ser decisivo para tirar ideias do papel e levá-las ao mercado em escala.
“Nosso corante nasceu no laboratório, mas foi com o apoio do Programa Centelha que demos os primeiros passos como empresa e no desenvolvimento tecnológico. Desde então, temos crescido de forma estruturada, captando novos recursos, validando a tecnologia e construindo parcerias estratégicas. Hoje vivemos um momento de transição importante, saindo da validação laboratorial para a validação em escala industrial, um marco que reforça o impacto que a inovação pode gerar quando encontra apoio institucional”, destaca Arthur Macedo, CEO da Arandu Biotecnologia.



“O Programa Centelha tornou possível a transição do nosso modelo físico para o digital. Saímos de uma dúzia de costureiras para uma rede digital com 130 profissionais cadastradas”, ressalta Ivani Marques da Costa Grance, fundadora da República das Arteiras.

 



Segundo dados do Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul conta atualmente com 580 startups ativas, sendo que 258 já receberam apoio do Governo do Estado por meio da Fundect. Cerca de 40% do ecossistema empreendedor do Estado recebeu suporte direto ou indireto através de editais de subvenção econômica, bolsas e investimentos em ambientes de inovação.
Entre os principais programas de apoio estão o Centelha e o Tecnova, desenvolvidos em parceria com a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que oferecem recursos financeiros não reembolsáveis para estimular a inovação. O Centelha é voltado à criação de novos empreendimentos inovadores, enquanto o Tecnova busca acelerar o crescimento de pequenas e médias empresas por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento.
O edital do Tecnova 3, lançado em 2024, representou um investimento recorde de R$15,4 milhões em 30 empresas. Já o Programa Centelha, em suas duas edições, investiu mais de R$6 milhões, capacitou 2 mil pessoas e apoiou 80 startups.
“O investimento em soluções inovadoras faz parte da estratégia do Governo do Estado no apoio ao empreendedorismo de base tecnológica. Ao longo dos últimos oito anos, a Fundect e a Semadesc investiram R$ 44 milhões em startups, por meio dos programas Centelha, Tecnova, Desafios de Inovação, editais de Inovação para a Indústria, além de bolsas, intercâmbios internacionais e investimento em ambientes de inovação. Para um país que precisa de soluções tecnológicas, esse investimento é crucial e Mato Grosso do Sul já está à frente”, explica Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.


Essas iniciativas contribuíram para que o estado alcançasse a 3ª colocação nacional em apoio a empreendimentos inovadores, de acordo com o Ranking de Competitividade dos Estados – CLP, além de figurar no top 10 do Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), do INPI.
“A inovação é tratada pelo Governo do Estado como uma política estruturante e transversal, com impacto direto no desenvolvimento econômico, na diversificação da matriz produtiva e na geração de empregos de alto valor agregado. Os resultados mostram que estamos no caminho certo. A atuação da Semadesc, por meio da Fundect, e de programas como o Centelha, o Tecnova, as Bolsas de Iniciação Tecnológica e os Núcleos de Inovação Tecnológica, consolida o ambiente de inovação como parte de um projeto estratégico para o futuro do Estado", afirma o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
De acordo com o Observatório Sebrae Startups, Mato Grosso do Sul lidera o número de startups ativas na região Centro-Oeste, com 580 empresas, seguido por Mato Grosso (525), Distrito Federal (474) e Goiás (335). O Estado também está entre os 10 com maior número de startups no Brasil, sendo destaque em segmentos como agronegócio, impacto socioambiental, alimentos e bebidas, saúde e bem-estar e tecnologia da informação.


“Os dados confirmam o protagonismo de Mato Grosso do Sul no ecossistema de inovação do Centro-Oeste. Somos o Estado que mais investe em startups na região, com metade dos empreendimentos em atividade recebendo apoio direto de programas estruturados pela Fundect e pela Semadesc. Isso reforça nosso compromisso com a ciência aplicada, a valorização de talentos locais e a transformação de ideias em soluções tecnológicas que impactam positivamente a economia e a sociedade sul-mato-grossense”, conclui o secretário-executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação, Ricardo Senna.
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				<category>Ciências e Tecnologia</category>
				<pubDate>Fri, 25 Jul 2025 09:11:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Campus da UFMS em Coxim escolhe novo diretor (a) no próximo dia 2 de abril ]]></title>
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				<description><![CDATA[No próximo dia 2 de abril, o campus de Coxim realizará a eleição para a escolha do(a) novo(a) diretor(a) que estará à frente da instituição pelos próximos anos. O processo eleitoral é um momento decisivo para a comunidade acadêmica, que terá a oportunidade de escolher a liderança responsável por conduzir projetos, ações e melhorias na unidade pelos próximos 4 anos.


A eleição envolve a participação de servidores, professores, técnicos administrativos e estudantes, reforçando a importância do engajamento de toda a comunidade na escolha do próximo gestor ou gestora. O(a) eleito(a) terá o desafio de continuar promovendo o desenvolvimento do campus, fortalecendo o ensino, a pesquisa e a extensão.
Os candidatos são: Professor Carlos Gaudioso, 48 anos, casado, pai de uma filha, Professor Adjunto na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, Campus Coxim. Formado em psicologia, mestre em psicologia da saúde pela UCDB e doutor em ciências, área de concentração Saúde Mental pela Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP, foi líder do Projeto DesEnvolve, vinculado ao ImpactaGov – Escritório para Aprendizagem de Alto Impacto, parceiro da Política Nacional de Desenvolvimento de Pessoas do Governo Federal. Facilitador de programas e projetos de desenvolvimento humano, criador dos núcleos de prevenção e enfrentamento do suicídio, pertencente ao comitê de assistência religiosa do Hospital regional.


Também como candidata ao cargo a professora Silvana Aparecida da Silva Zanchett, 46 anos, casada, mãe de dois filhos, graduada em História pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2007), Mestrado (2013) e doutorado em (2019) em História pela Universidade Federal da Grande Dourados. Membro da Associazione lnternazionale AREIA - audioarchivio delle migrazioni tra Europa e America Latina, com sede na Itália. Silvava é diretora do Campus Coxim desde junho de 2021.
Nos últimos anos o Campus de Coxim recebeu vários reconhecimentos importantes, entre eles destacamos a nota máxima recebida pelo MEC do curso de direito, levando ao status de melhor curso do estado. 


Mais do que um simples ato formal, votar significa exercer a cidadania e contribuir para o futuro da universidade. O(a) diretor(a) eleito(a) será responsável por decisões que impactam diretamente a qualidade do ensino, infraestrutura, projetos de pesquisa e extensão, além do bem-estar da comunidade acadêmica.
Ao participar da eleição, cada membro da universidade fortalece o processo democrático e ajuda a garantir que a gestão do campus reflita os interesses e necessidades de todos. Escolher um candidato ou candidata alinhado(a) com propostas que busquem o crescimento da instituição é um passo importante para a construção de um ambiente universitário cada vez mais inovador e inclusivo.
Portanto, no dia da eleição, exerça seu direito ao voto! Sua participação faz a diferença para o futuro do campus da UFMS de Coxim.
A participação de todos é essencial para garantir um processo democrático e transparente. A expectativa é que o novo mandato traga avanços significativos para a instituição e para a comunidade de Coxim. Desejamos aos candidatos boa sorte.
 
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				<category>Educação</category>
				<pubDate>Tue, 25 Mar 2025 08:58:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A queda de braço entre o andar de cima e o andar de baixo e a  cultura de precedentes]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/alexviana/a-queda-de-braco-entre-o-andar-de-cima-e-o-andar-de-baixo-e-a-cultura/44565/</link>
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				<description><![CDATA[Não se tem dúvida de que no Brasil impera o recrudescimento no âmbito penal, é por isso que o país tem a 3ª maior população carcerária do mundo, com mais de 800 mil pessoas presas no sistema penitenciário.
A consequência desse punitivismo exacerbado está no crescente número de demandas judiciais nos Tribunais Superiores, para se ter uma ideia o STF julgou mais HCs nos últimos 15 anos do que nos 100 primeiros anos de sua existência. No ano 2000 o STF recebeu 970 HCs, já em 2023 recebeu 2.760. O STJ no ano 2000 recebeu 3.087, e, em 2023 recebeu 18.227 HCs. Portanto é inquestionável que a demanda dos Tribunais Superiores aumentou consideravelmente.
Esse aumento da demanda vem motivando muitas reclamações dos Ministros. Mas o problema não é a demanda em si, mas, sim, a causa dela. Não existe na nossa cultura jurídica uma cultura de respeito aos precedentes judiciais, vou além, não existe uma cultura de respeito a Constituição e ao Código de Processo Penal. Após 35 anos da promulgação da Constituição de 1988 ainda se discute nos Tribunais o direito da defesa ter acesso aos autos.
No Brasil os direitos e garantias fundamentais do ser humano não são respeitados, aqui se pratica uma prestação jurisdicional personalíssima, onde o juiz cria uma norma processual própria. Até as prerrogativas da advocacia são transgredidas todos os dias, inclusive pelo STF. Réu e Advogado são tratados como inimigos de Estado.
Mas qual a razão dessa cultura? Certamente a razão mais significativa é a aporofobia, o ódio do sistema em desfavor do pobre. É impossível visualizar os dados e não enxergar que a desigualdade social e a ignorância do povo são as maiores condicionantes da nossa situação atual.
A matéria penal mais tratada no âmbito jurisdicional é relacionada ao tráfico de drogas, nela podemos observar que somente 11,25% das prisões por tráfico advém de investigações prévias, 88,75% advém de prisão em flagrante, desse número 75% são realizados pela polícia militar, e, somente, 15,49% são realizados pela polícia civil. Em suma o sistema enxuga gelo através da polícia militar prendendo peão. (Sentenciando o tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento / Marcelo Semer. – 1.ed. – São Paulo : Trirant lo Blanch, 2019, p. 158/159)
Como o sistema penal mira somente o pobre, o que é inquestionável ao se observar os dados, vigora no país a ideia de que a vida do pobre não tem muito valor, é por isso que a regra em primeira e segunda instância é prender e deixar preso, é por isso que vigora a ideia de que os fins justificam os meios, em que os direitos e garantias fundamentais são relativizados em prol da punição.
É impossível não rememorar Victor Hugo em “O ÚLTIMO DIA DE UM CONDENADO”, que no prefácio se critica que a abolição da guilhotina ocorreu para salvar nobres, isto é, enquanto os guilhotinados eram pobres estava tudo bem: “Se a tivessem proposto, essa desejável abolição, não por conta de quatro ministros despencados das Tuileries em Vincennes, mas por conta do primeiro salteador vindo, por conta de um desses miseráveis que os senhores mal olham quando cruzam com eles na rua, a quem não dirigem a palavra, cujo convívio empoeirado evitam instintivamente, um desse miseráveis, cuja infância maltrapilha correu descalça por ruas lamacentas (...)”.
Assim, não há dúvida que estamos vivendo um choque entre a ideia classista e punitivista do andar de baixo e a ideia progressista do andar de cima. Enquanto o STJ e o STF não efetivamente solidificar a cultura de precedentes, vamos continuar nessa queda de braço, que as instâncias inferiores saem ganhando quando os ministros não deferem de plano a liminar, haja vista o tempo que leva o julgamento do mérito de um HC.
 
]]></description>
				
				
				<category>Advogado</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:47:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[A vocação é graça e também missão. ]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/domotair/a-vocacao-e-graca-e-tambem-missao/44564/</link>
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				<description><![CDATA[No quinto domingo do Tempo Comum, a Diocese de Coxim viveu uma forte experiência vocacional. No Centro Emaús, local de retiro, formação e oração, aconteceu o Encontro Diocesano de Catequese, reunindo mais de 120 catequistas para um momento de aprendizado e preparação. Com alegria e fé, esses catequistas se fortaleceram espiritualmente para mais um ano de missão, especialmente no acompanhamento das crianças que iniciarão sua caminhada cristã.
Além desse encontro formativo, a diocese também celebrou vocações específicas ao ministério sacerdotal. Dois novos seminaristas, Matheus e Edgar, ingressaram no Seminário Propedêutico, em Dourados, dando o primeiro passo concreto em sua caminhada de discernimento. Já o seminarista Paulo Henrique recebeu a ordem do leitorado, um grau da ordem menor, fortalecendo ainda mais seu compromisso com a Igreja. Com a graça de Deus, vemos as vocações florescerem em nossa diocese, um sinal da presença amorosa do Pai que continua a chamar operários para sua messe.
A palavra “vocação” vem do latim vocatio, onis, que significa chamada ou convite. A vocação é um dom da graça divina, que se manifesta de forma sutil em nossos corações, como um sussurro do Senhor. No entanto, essa chamada exige uma resposta, um “sim” generoso e consciente. Embora a vocação seja uma iniciativa de Deus, cabe a cada um acolhê-la e cultivá-la com oração e discernimento. Como nos ensina a Lumen Gentium, “a vocação de todos os fiéis é um chamado à santidade dentro da Igreja”.
Muitas vezes, reduzimos a vocação apenas ao chamado sacerdotal, mas a Igreja nos ensina que há diversas vocações, todas essenciais para a edificação do Reino de Deus. Além da vocação presbiteral, temos a vida consagrada, o matrimônio e até mesmo os diversos ministérios leigos, como o serviço catequético. Cada um, segundo seu carisma, é chamado a testemunhar Cristo no mundo, respondendo ao chamado divino com generosidade e fidelidade.
Diante dessa riqueza vocacional, somos convidados a rezar pelas vocações e a incentivar aqueles que sentem o chamado de Deus. Assim como Jesus disse a Simão Pedro: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca” (Lc 5,4), somos desafiados a confiar na vontade do Senhor e responder ao Seu chamado com coragem. E, para aqueles que hesitam, vale lembrar as palavras de Cristo: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens” (Lc 5,10).
Que possamos, como comunidade de fé, ser um solo fértil onde as vocações possam germinar e dar frutos. Que a graça do Espírito Santo fortaleça todos os que disseram “sim” ao chamado do Senhor, para que possam servir com amor e dedicação na missão que lhes foi confiada.
TV Divino, Pastoral da Comunicação da Catedral São José
 
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				<category>Dom Otair Nicoletti</category>
				<pubDate>Fri, 14 Feb 2025 10:45:00 -0300</pubDate>
			</item>
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				<title><![CDATA[Citricultura em expansão: Senar/MS oferece curso técnico gratuito para quem deseja atuar no setor]]></title>
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				<description><![CDATA[Com o desenvolvimento econômico impulsionado, principalmente, pelo setor agropecuário, Mato Grosso do Sul deve ser um dos estados de maior destaque no país em 2025. A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de MS, segundo a Semadesc, para este ano indica um aumento de 6,8%, superando os R$ 227 bilhões, impulsionado pela chamada revolução do agronegócio e da agroindustrialização.

Além dos grandes empreendimentos no setor de florestas e celulose, a citricultura se destaca como um expoente de crescimento e investimentos na região. O Senar/MS oferece oportunidades de capacitação gratuita nas cadeias produtivas mais promissoras do estado.


De acordo com o Departamento Técnico do Sistema Famasul, o setor cítrico apresenta um potencial significativo de expansão em Mato Grosso do Sul, com a possibilidade de alcançar cerca de 30 mil hectares de laranja plantados nos próximos anos. A região conta com condições climáticas e de relevo favoráveis, disponibilidade de terras para cultivo, condições fitossanitárias adequadas e uma legislação rígida de controle de doenças, principalmente contra a ameaça do “greening”, que afetou pomares em todo o mundo, incluindo o maior produtor nacional, o Estado de São Paulo.


O ambiente favorável fez com que Mato Grosso do Sul fosse considerado o novo “cinturão citrícola” do país, atraindo grandes investimentos. O Grupo Cutrale, por exemplo, líder nas exportações brasileiras de cítricos, anunciou um aporte de R$ 500 milhões para o plantio de 5 mil hectares na Fazenda Aracoara, localizada na BR-060, entre Sidrolândia e Campo Grande. Já o Grupo Junqueira Rodas iniciou um projeto em Paranaíba, na região do Bolsão, com a meta de cultivar 1,5 mil hectares. Além disso, a Citrosuco, uma das maiores produtoras de suco de laranja do mundo, está avaliando a instalação de um empreendimento no estado, considerando municípios como Campo Grande, Três Lagoas e Paranaíba.


Incentivo
Com o intuito de impulsionar ainda mais a expansão da citricultura, desde dezembro, o Governo do Estado reduziu a carga tributária nas operações interestaduais com laranjas destinadas à industrialização. Até 2032, vigora a redução de 80% sobre o valor do ICMS próprio debitado na operação de saída com o produto, a título de montante do imposto cobrado nas operações ou nas prestações anteriores.
A medida de incentivo à citricultura coloca o estado em posição de destaque em nível nacional. O Brasil já é o maior produtor de suco de laranja do mundo, responsável por 80% de todos os copos consumidos globalmente. A cadeia é uma alternativa estratégica para a diversificação agrícola do estado, promovendo desenvolvimento com práticas sustentáveis e melhorando a qualidade do solo.


Senar capacita
A expansão do mercado de cítricos exige mão de obra qualificada para atender à demanda criada pelos novos empreendimentos. Pessoas que buscam capacitação formal para trabalhar nas lavouras de citros ou desejam uma mudança de carreira para iniciar uma jornada no agro têm à disposição o Curso Técnico em Fruticultura.
O Senar/MS está com inscrições abertas para a formação gratuita e semipresencial: 70% da carga horária acontece a distância e 30% de forma presencial, no polo de Campo Grande. A organização curricular oferece o desenvolvimento das competências profissionais referentes à produção, gestão e controle do processo produtivo de frutíferas.


O diretor do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte do Senar/MS, Gustavo Cavalca, destaca a oportunidade. “É evidente o crescimento da citricultura em Mato Grosso do Sul com a produção de laranja, e o limão também vem expandindo. Empresas do mercado mundial anunciam investimentos e empreendimentos no nosso estado. A expansão agroindustrial vai demandar muita mão de obra. Nosso curso técnico é perfeito para quem quer aproveitar o momento, entrar no agro, ser um técnico novo e diferente. Basta estudar conosco.”
Além da formação em Fruticultura, há outros seis cursos disponíveis, com 480 vagas abertas ao todo para 13 municípios.

As oportunidades incluem os cursos de Agropecuária, Florestas, Sistemas de Produção de Animais Ruminantes, Agronegócio, Zootecnia, Agricultura e Fruticultura. Com duração de dois anos, as formações têm como objetivo preparar os profissionais para as demandas do mercado e as inovações do setor agropecuário.
As inscrições vão até o dia 17 de janeiro de 2025, e todas as demais informações sobre os editais dos processos seletivos podem ser obtidas no site: etec.senar.org.br.
 
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				<category>Desenvolvimento</category>
				<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 18:51:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Campo Grande dispara como um dos mercados imobiliários mais promissores do Centro-Oeste]]></title>
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				<description><![CDATA[O mercado imobiliário da região Centro-Oeste do Brasil é um dos mais promissores. Por conta disso, o interessado em adquirir uma propriedade, olha com muito carinho para as capitais e deseja comprar um apê em Campo Grande ou até mesmo outro ponto de grande interesse deste trecho do país.

Por falar na capital do Mato Grosso do Sul tem aproveitado o seu momento de alta do mercado imobiliário e o grande motivo é o investimento realizado pelo governo para atrair novos investidores.

A ideia é que o local se torne nos próximos anos o principal do Brasil e consiga bater de frente com grandes capitais do país, como, por exemplo, São Paulo e Rio de Janeiro, duas referências em solo nacional.

Um dos motivos que ajuda Campo Grande a despontar no cenário brasileiro é o investimento do agro, setor que é muito forte na região Centro-Oeste e consegue levar novos moradores e dinheiro para girar a economia do estado sul-mato-grossense.

Desenvolvimento

Um dos motivos que mais ajudam a cidade a ter espaço no mercado imobiliário é a parte do desenvolvimento da infraestrutura. O local é cercado de boas fontes de renda e, automaticamente, facilita o dia a dia da população com as comodidades disponíveis.

Por conta disso, as construtoras olham com mais carinho ao município e investem o seu dinheiro para melhorar a qualidade de vida e entregar apartamentos de luxo ou até mesmo condomínios de casas terrestres que atendam a demanda dos novos moradores.

Sendo assim, a expectativa é que Campo Grande nos próximos anos consiga atrair moradores não só da região Centro-Oeste do Brasil, mas de outras partes do país, o que certamente vai ajudar a deixar a economia aquecida.

Valor do metro quadrado

Para entendermos esse momento de alta de Campo Grande no setor imobiliário, uma mostra importante é o valor do metro quadrado. Mesmo sem marcar presença em uma região das mais ricas do país, a capital do Mato Grosso do Sul tem o valor na casa dos R$7.310,00, segundo a Loft.

O valor demonstra a força que Campo Grande pode alcançar nos próximos anos e até mesmo aumentar o preço para deixar o retorno das construtoras maior ao longo dos próximos anos.

O que fazer em Campo Grande?

Agora que já entendemos um pouco mais sobre como funciona a cidade e o mercado imobiliário, veja abaixo o que o município entrega nos pontos de lazer para curtir os principais pontos turísticos.

Parque das Nações Indígenas: Inaugurado em 1993, o local tem 119 hectares e o coloca como um dos maiores parques urbanos do Brasil. Aos finais de semana, os moradores encontram uma ótima opção para realizar práticas esportivas e até mesmo aproveitar o sol para levar os familiares a um momento de tranquilidade.

Marco: O Museu de Arte Contemporânea de Campo Grande apresenta ao visitante um acervo com mais de 1600 obras. Existem também exposições temporárias que levam muito público para aproveitar um pouco deste ponto de cultura que a cidade entrega.

Praça Ary Coelho: É a principal praça da capital do Mato Grosso do Sul. Por lá, o visitante e até mesmo morador, consegue acompanhar diversas atrações culturais e musicais, o que lhe coloca no olho dos visitantes para desenvolver um pouco mais o lado cultural. Além é claro de aproveitar o verde disponível no local para refrescar um pouco mais o forte calor na cidade.
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				<category>Cidades</category>
				<pubDate>Tue, 07 Jan 2025 15:04:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Elon Musk lança SolarCity no Brasil: O que isso significa para seu futuro energético?]]></title>
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				<description><![CDATA[Elon Musk, conhecido por sua visão inovadora, está expandindo seus negócios no Brasil com a SolarCity, sua empresa especializada em painéis solares.

Após o sucesso da Starlink, Musk identificou no Brasil uma oportunidade estratégica para democratizar o acesso à energia solar renovável, aproveitando a abundância de radiação solar do país.

Brasil: um potencial promissor para energia solar

Com condições climáticas ideais, o Brasil se destaca como um dos líderes mundiais em potencial para a geração de energia solar.

A abundância de radiação solar permite o desenvolvimento de projetos em grande e pequena escala, favorecendo a instalação de sistemas fotovoltaicos em diversas regiões.

Esse cenário cria um ambiente favorável para empresas como a SolarCity, que podem ajudar a aumentar a geração distribuída de energia, de acordo com jetss



Queda nos custos e incentivos para a adoção de soluções solares

Nos últimos anos, os custos dos sistemas solares diminuíram, tornando a tecnologia mais acessível para os consumidores.

Políticas públicas, como o Marco Legal da Micro e Minigeração Distribuída, aprovado em 2022, oferecem maior estabilidade e incentivos para a adoção de soluções solares, impulsionando ainda mais o setor.

Mercado promissor para a SolarCity

Atualmente, o Brasil possui mais de 32 GW de potência instalada em sistemas solares, com mais de 2 milhões de consumidores conectados.

Estima-se que até 2030, o setor de energia solar possa atrair mais de R$ 40 bilhões em investimentos, consolidando-se como um pilar fundamental para a sustentabilidade e o futuro energético do país.

Com a chegada da SolarCity, Elon Musk não apenas traz inovação, mas também contribui para o crescimento do mercado de painéis solares no Brasil, um passo significativo em direção a um futuro mais sustentável e acessível em termos de energia.
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				<category>Desenvolvimento</category>
				<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 16:55:00 -0300</pubDate>
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					<item>
				<title><![CDATA[
Primeira transferência com DREX marca o início de uma nova era para o dinheiro no Brasil]]></title>
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				<description><![CDATA[A primeira transferência com DREX foi realizada esta semana, e o marco entre a Caixa Econômica Federal e o Banco Inter sinaliza um novo capítulo no futuro do dinheiro no Brasil. O experimento, que envolveu uma transação entre um banco público e um privado, aponta para a chegada de uma era mais ágil, segura e democrática nas operações financeiras do país.

O DREX: uma nova moeda digital para o Brasil

O DREX, ou real digital, representa a versão eletrônica da moeda nacional e surge como uma resposta à crescente digitalização da economia mundial. Diferentemente das criptomoedas, que são descentralizadas, o DREX é emitido e controlado pelo Banco Central do Brasil, garantindo a segurança e a estabilidade das operações. A primeira transação realizada com sucesso entre a Caixa e o Inter é um passo importante no processo de implementação da moeda digital, que visa modernizar o sistema financeiro do país.

Democratização dos serviços financeiros

Um dos principais objetivos do DREX é democratizar o acesso aos serviços financeiros. Atualmente, a burocracia e as altas taxas bancárias afastam muitos brasileiros do sistema formal. Com o DREX, espera-se que mais pessoas possam realizar transações, transferências e pagamentos de forma simples, rápida e acessível. Essa mudança pode ter um impacto significativo na inclusão financeira da população brasileira, promovendo o desenvolvimento econômico e social.

Contratos inteligentes e transações simultâneas

Além da agilidade e acessibilidade, o DREX traz novas funcionalidades que prometem revolucionar a forma como fazemos negócios. Uma delas são os contratos inteligentes, que podem ser programados para executar ações automaticamente quando certas condições são atendidas. Imagine, por exemplo, a compra de um carro: com o DREX, a transferência do veículo e o pagamento poderão ocorrer simultaneamente, garantindo mais segurança e transparência para ambas as partes.

O futuro do dinheiro no Brasil

O cenário financeiro brasileiro está se transformando rapidamente, e a chegada do DREX é um reflexo dessa mudança. A moeda digital não apenas promete simplificar nossas vidas, mas também impulsionar a inovação e a concorrência no setor financeiro. O futuro do dinheiro no Brasil passa pela digitalização, e o DREX é a peça-chave para que essa transformação se concretize, construindo um sistema financeiro mais moderno, eficiente e inclusivo para todos os brasileiros.

A primeira transferência com o DREX é um marco histórico, que acende a luz para um futuro promissor. O real digital é mais do que uma simples moeda; é um vetor de transformação do sistema financeiro nacional. O experimento entre a Caixa e o Inter é um indicativo de que a tecnologia pode ser utilizada para construir um Brasil mais justo e próspero, onde todos têm acesso aos serviços financeiros de forma fácil e segura.
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				<category>Economia</category>
				<pubDate>Thu, 02 Jan 2025 11:24:00 -0300</pubDate>
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				<title><![CDATA[Invasão dos híbridos: saiba se ter esses carros é paraíso ou grande furada.]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/transito/invasao-dos-hibridos-saiba-se-ter-esses-carros-e-paraiso-ou-grande/44178/</link>
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				<description><![CDATA[A resposta é: depende. Vamos explorar por que os PHEVs podem ser uma excelente escolha para alguns e uma decepção para outros.

Para quem são um paraíso.

Se você usa o carro predominantemente na cidade, os híbridos plug-in são praticamente perfeitos. Com uma autonomia elétrica de 50 a 70 km, é possível realizar trajetos diários sem gastar gasolina, desde que o veículo seja recarregado regularmente - ao menos duas vezes por semana.

Além disso, a potência combinada dos motores elétrico e a combustão é suficiente para uma condução divertida na cidade.

BYD Song Plus DM-i: 235 cv

Caoa Chery Tiggo 8 Pro: 317 cv

GWM Haval H6 GT: 326 cv

Esses números garantem arrancadas rápidas, dirigibilidade ágil e conforto em ambientes urbanos. Para completar, esses modelos são recheados de tecnologias de conectividade e segurança, tornando a experiência ao volante mais satisfatória. 

Quando podem ser uma furada

Na estrada, no entanto, o cenário muda. Quando a bateria elétrica se esgota, o desempenho fica limitado ao motor a combustão, e a relação peso/potência evidencia as limitações.

BYD Song Plus DM-i: motor a combustão de 105 cv; peso de 1.790 kg; relação peso/potência de 17,05 kg/cv.

Caoa Chery Tiggo 8 Pro: motor a combustão de 147 cv; peso de 1.860 kg; relação peso/potência de 12,65 kg/cv.

GWM Haval H6 GT: motor a combustão de 154 cv; peso de 1.720 kg; relação peso/potência de 11,16 kg/cv.

Para comparação, o clássico Uno Mille 2006, com o seus tímidos 66 cv, porém leves 810 kg, tem uma relação de 12,27 kg/cv. Isso significa que, sem a assistência elétrica, um híbrido plug-in tem desempenho inferior.

Esse comportamento afeta diretamente a segurança em ultrapassagens e retomadas. Imagine subir uma serra como a da Imigrantes com o motor a combustão de 105 cv.

O motor a combustão, agora responsável por mover sozinho um carro de quase 2 toneladas, parecia insuficiente. Nas subidas e retomadas, a sensação era de dirigir um veículo sobrecarregado, como se o desempenho tivesse ficado pelo caminho junto com a bateria. Em ultrapassagens, era preciso calcular com cuidado cada movimento, pois a resposta do carro não vinha na velocidade esperada.

Foi um aprendizado na prática: sem a carga elétrica, esses carros podem perder muito de seu apelo. Isso reforça a importância de entender bem suas limitações antes de investir em um modelo híbrido plug-in.

Escolha com cautela

Os híbridos plug-in são uma excelente escolha para quem utiliza o carro majoritariamente na cidade e possui acesso fácil a carregadores. Eles entregam economia de combustível, potência e conforto em cenários urbanos.

Entretanto, para quem percorre longas distâncias frequentemente ou mora em locais com pouca infraestrutura de suporte para veículos híbridos, o custo-benefício pode não compensar, pois você estará carregando o peso das baterias sem o benefício da economia.

Antes de decidir, avalie como o carro será usado no dia a dia. Afinal, o veículo dos sonhos deve se adaptar à sua rotina, sem comprometer o desempenho ou o conforto, independentemente do trajeto.
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				<category>Trânsito</category>
				<pubDate>Mon, 30 Dec 2024 11:44:00 -0300</pubDate>
			</item>
					<item>
				<title><![CDATA[Senado aprova projeto que limita uso de celulares nas escolas]]></title>
				<link>https://diariodoestadoms.com.br/educacao/senado-aprova-projeto-que-limita-uso-de-celulares-nas-escolas/44083/</link>
				<guid>https://diariodoestadoms.com.br/educacao/senado-aprova-projeto-que-limita-uso-de-celulares-nas-escolas/44083/</guid>
				<description><![CDATA[O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto que limita o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país. O texto, antes de virar lei, precisará da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A regra, de acordo com a proposta, valerá para educação básica — que abrange pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.

O texto proíbe o uso dos smartphones durante a aula, mas também no recreio ou nos intervalos entre os cursos.

O Senado aprovou nesta quarta-feira (18) o projeto que limita o uso de celulares nas escolas públicas e privadas de todo o país. O texto, antes de virar lei, precisará da sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A regra, de acordo com a proposta, valerá para educação básica — que abrange pré-escola, ensino fundamental e ensino médio.

O texto proíbe o uso dos smartphones durante a aula, mas também no recreio ou nos intervalos entre os cursos.

A proposta também possibilita o uso de aparelhos eletrônicos pessoais em sala de aula para:

fins estritamente pedagógicos ou didáticos, conforme orientação do professor;
garantir a acessibilidade e a inclusão;
atender às condições de saúde dos estudantes e assegurar "direitos fundamentais" dos alunos.
Propostas semelhantes foram aprovadas em diferentes estados do Brasil.

Em São Paulo, por exemplo, os aparelhos celulares devem ser guardados de forma que os alunos não tenham acesso a eles e o uso será proibido para todo o período em que o aluno fica na escola, incluindo os intervalos entre as aulas, recreios e atividades extracurriculares.

A medida começa a valer no estado no início do próximo ano letivo.

O relator no Senado, Alessandro Vieira (MDB-SE), citou, para defender a proposta, relatório do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) de 2022, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o documento, "alunos que usam smartphones ou outros dispositivos digitais por mais de 5 horas diárias se saíram pior na prova que aqueles que passaram apenas uma hora ou menos por dia utilizando esses aparelhos. Quem usa menos, assim, obteve, na média da OCDE, 49 pontos a mais em matemática do que os que passam (muito) mais tempo conectados".

Segundo o relatório do PISA, 65% dos estudantes, dos 690 mil avaliados, afirmaram ficar distraídos nas aulas de matemática devido aos aparelhos portáteis.
No Brasil, o percentual foi de 80%, bem acima de Japão (18%) e Coreia (32%).
Alessandro Vieira afirmou ainda que o consumo dos conteúdos das redes sociais em excesso está ligado a "distúrbios de ansiedade, transtornos alimentares e depressão".

Regulamentação
O projeto, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS), tramita na Câmara desde 2015. O assunto ganhou mais força quando o Ministério da Educação informou que estava preparando uma medida para proibir o uso de celulares em escolas públicas.

Em outubro, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que apoiava o projeto e que o texto incluía o que defende o governo Lula. A expectativa do governo é que a medida já passe a valer no início do próximo ano letivo.

Santana explicou nesta quarta que a regra, após virar lei, precisará de uma regulamentação. De acordo com ele, um prazo será estipulado para que as escolas se adaptem, mas as que quiserem já poderão aplicar a norma a partir de fevereiro.

"Nós vamos aproveitar já o mês de janeiro pra traçar todas as orientações, diretrizes para as redes, mas vamos ter que dar um prazo para que as redes possam implementá-las", disse o ministro.
 
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				<category>Educação</category>
				<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 10:20:00 -0300</pubDate>
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