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Madeira de crime ambiental milionário passa pela BR-163

31 OUT 2017 • POR • 08h40

        A PRF (Polícia Rodoviária Federal) apreendeu um caminhão transportando 16,5 metros cúbicos de madeira irregular. A apreensão ocorreu no  sábado (28), no quilômetro 734 da rodovia BR-163, em frente à unidade operacional da PRF em Coxim. A região é conhecida por rota de madeira extraída de forma criminosa da floresta amazônica. 
De acordo com informações da PRF, durante fiscalização de rotina foi abordado um caminhão VW/17300 com placas de Marília (SP), transportando 16,5 metros cúbicos de madeira serrada. Na fiscalização da documentação exigida (nota fiscal e documento de origem florestal) e da carga transportada, foi verificada divergência entre a carga e a documentação apresentada.  
DANO DE R$ 900 MILHÕES - A Polícia Federal deflagrou operação para desarticular uma organização criminosa suspeita de coordenar extração ilegal de madeiras nobres dentro de terra indígena no Pará, responsável por dano ambiental estimado em quase R$ 900 milhões. Esta madeira também passa pela BR-163 em direção a São Paulo e estado do Sul do País. 
PRISÕES - Cerca de 40 policiais cumprem 10 mandados de condução coercitiva, 11 de sequestro de bens e valores e 6 de busca e apreensão em oito cidades nos Estados do Pará, Santa Catarina e Paraná como parte da chamada operação Anhanga&769; Arara. 
EXTRAÇÃO DE MADEIRA NOBRE - A investigação,ciada após relatório do Ibama apontar que a terra indígena Cachoeira Seca (PA) estava sendo alvo de madeireiras clandestinas, identificou grupo empresarial responsável por coordenar a extração da madeira nobre Ipê, de acordo com a PF. O grupo dava teor legal à madeira extraída ilegalmente fraudando créditos florestais através da inserção de dados falsos no sistema que controla a comercialização e transporte de produtos florestais no Pará. 
R$ 897 MILHÕES - O esquema criminoso foi responsável por dano ambiental no valor de mais de R$ 574 milhões pelas atividades realizadas na terra indígena Cachoeira Seca, somados a mais de R$ 322 milhões causados pela abertura de áreas de corte raso, totalizando mais de R$ 897 milhões em danos, segundo laudo pericial da PF.