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Polícia intensifica investigações sobre autoria de massacre contra criança em coxim

18 OUT 2017 • POR • 08h30

A delegada Sandra Regina Simão de Brito da DAM (Delegacia de Atendimento a Mulher) já começou a ouvir as pessoas que se relacionaram com a menina de dois anos que foi agredida na semana passada em Coxim. A policial confirmou que há indícios de agressão que causaram traumatismo craniano, ruptura do intestino e trauma na coluna. A criança segue internada em estado grave em Campo Grande. 
Na manhã do dia seguinte à agressão ela foi para a casa da avó e na quinta-feira (12) começou a passar mal. Acabou levada pela mãe ao Hospital Regional Álvaro Fontoura, em Coxim, de onde foi transferida no mesmo dia. Na Santa Casa de Campo Grande a menina passou por procedimentos e foi levada para a UTI (Unidade de Tratamento Intensiva) do Hospital Universitário. 
A agressão está confirmada, mas falta comprovar a autoria. A delegada pede que possíveis testemunhas procurem a DAM. “Não precisa ser testemunha desse fato, mas de outros que comprovem a agressividade de qualquer pessoa com essa criança”, ponderou a delegada.
Histórico de conflitos
A polícia tem levantado que a família da menina vive em conflito. No dia 11 de agosto deste ano a avó da menina procurou a delegacia para registrar maus tratos contra a criança. Na época, a suspeita recaia sobre um Centro de Educação Infantil. 
A vítima passou por exames e o caso segue sendo investigado. Apesar dos hematomas distribuídos pelo corpo, a vermelhidão no olho da menina não foi causada por agressão, mas em decorrência de uma conjuntivite viral. 
Depois de suspeitarem do CEI, a avó acusou a filha, que devolveu a acusação. Foi quando a adolescente deixou a casa da mãe para morar com a sogra, que a ajuda cuidar dos filhos. 
Nessa mesma época, a adolescente registrou um boletim de ocorrência contra um irmão, que teria a ameaçado de morte. Mãe e filha são protagonistas de outros dois boletins de ocorrência.
Quando a adolescente tinha 11 anos ela disse que era abusada por seu padrasto da época. Este caso foi registrado em Rio Verde, como estupro.
Além da criança agredida, a adolescente tem outro filho, de quatro meses. Quando ela morava com os filhos e o pai do menino, em Sonora, foi registrado um boletim, onde o ex-padrasto foi acusado de morder a menina.
Já em Coxim, a adolescente diz que suspeita que o atual marido de sua mãe tente abusar de sua filha. Ela contou à polícia que ele bate na vagina da criança e pergunta cadê a ‘pepequinha’ do vovô.  Em meio a todo esse conflito tem a tia da menina agredida, irmã da adolescente, que vai tentar a guarda das crianças, pelo menos até que tudo seja esclarecido.