Maus tratos à criança de dois anos revolta moradores de Coxim
17 OUT 2017 • POR Edição MS • 07h40Já está na Santa Casa de Campo Grande, na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) do Hospital Universitário a menina de dois anos que teria sido agredida no seio familiar e sofreu traumatismo craniano e rompimento de intestino. O caso é grave, rumoroso e repercute com muita força na sociedade que repudia este tipo de violência contra uma pessoa incapaz de se defender. Segundo informações veiculadas na mídia estadual médicos chegaram a informar que a menina 20% de chance de sobreviver, embora tenha começado a reagir.
RESPIRA POR EQUIPAMENTOS - Além das lesões graves a criança contraiu uma pneumonia. Até ontem ela estava sedada e respirando com ajuda de aparelhos. Uma tia acrescentou que a sobrinha também teve uma hemorragia controlada. A suspeita é de que a menina tenha sido agredida. Ela deu entrada no Hospital Regional Álvaro Fontoura, em Coxim, na quinta-feira (12), Dia das Crianças, mas devido a gravidade do quadro foi transferida.
MÃE É SUSPEITA - A equipe médica que atendeu a menina em Coxim suspeitou de agressão e acionou o Conselho Tutelar e a polícia. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Coxim e da Capital. A mãe da vítima, uma adolescente de 16 anos, está sendo apontada pela própria família como a agressora. Em Campo Grande, a tia que acompanha a criança e a mãe foram ouvidas na DEPAC (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), pelo delegado João Eduardo Santana Davanço. Como a mãe da menina é acusada de ser a agressora, ela foi informada pelo Conselho Tutelar de Campo Grande que não poderia acompanhar a criança durante o tratamento.
MÃE NEGOU AGRESSÃO - Ao ser questionada no HR de Coxim, a mãe teria informado que a filha caiu depois de escorregar num tapete. A delegada da DAM (Delegacia de Atendimento à Mulher) de Coxim, Sandra Regina Simão de Brito, iria assumir o caso ontem (segunda-feira).
DENÚNCIAS DE MAUS TRATOS - A família da própria mãe afirma que a menina vivia sendo agredida. Eles apresentam várias fotos, de hematomas em diversas partes do corpo, ao longo dos dois anos da menina. Uma dessas denúncias resultou em inquérito, onde o ex-padrasto é apontado como o agressor.
A própria tia disse que já denunciou as agressões ao Conselho Tutelar que, por sua vez, garante que todas foram encaminhadas à Polícia Civil. No Conselho Tutelar de Coxim existem denúncias da avó e da tia da criança contra a mãe, assim como da adolescente contra a mãe, avó materna da menina.
