Thais Fruguli a jovem boiadeira de comitiva que segue os passos do pai
5 OUT 2017 • POR Rioverdems • 08h10Desde muito cedo, a vida ensinou à rio-verdense, Thais Fruguli dos Santos, a dedicação necessária para que o trabalho com gado, se transformasse numa verdadeira paixão para ela. Acordar cedo, arrumar a traia e viajar dias e dias num cavalo, com a comitiva em viagens pelo estradão foram tarefas abraçadas pela jovem Thais. Em sua mala, ela conta que leva rede, mosquiteiro, coberta, roupa e a certeza que amanhã bem cedo estará rumo a outro lugar.
Thais Fruguli dos Santos, 24 anos, nasceu em Rio Verde, filha de Juares Balbino dos Santos e Maria de Fatima da Silva Fruguli dos Santos e já sabia que a lida na comitiva não era nada comum para mulheres, mas ao lado do pai, o condutor Juares, há 21 anos na lida, ela sempre encontrou a segurança que precisava.
Thais, nos conta com sorriso que sua primeira viajem foi em 12 de dezembro de 2012. “Me lembro bem da data porque foi quando saiu aquele boato que o mundo iria acabar... kkkk’ , sorri ela ao final.
Ela nos conta que já viajou longas distâncias a cavalo, como culatreira, que vai à retaguarda da boiada levando de volta as rezes desgarradas, conduzindo a boiada pelo estradão. A viajem mais longa que ela participou foi de 22 dias, uma ponta com 400 cabeças de gado e outra de 300 cabeças.
“Sou neta de pantaneiro, sempre convivi com a lida de campo e eu faço isso com amor, com paixão”, diz Thais. Única mulher entre muitos homens, ela conta que a abordagem era muito curiosa. “Os peões sempre me trataram com respeito e achavam muito interessante, pois era difícil mulher em comitiva.
A lida diária no campo sempre foi vista por Thais como um prazer, e nunca como obrigação. “trabalhava naquilo com gosto, com garra mesmo. Tinha dia que eu não tinha vontade nem de estudar, eu tinha vontade só de mexer com gado. É paixão mesmo, tanto que até hoje eu mexo com comitiva.”
A conduta séria do pai, que muitas vezes chegava a ficar até 40 dias fora de casa conduzindo grandes rebanhos pelo país, marca o respeito que tem . Meu pai tem verdadeira paixão em mexer com boi. Eu herdei isso dele.” Disse ela.
(Rioverdems)
