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Arqueólogos encontram esqueleto de “menina bruxa”

8 OUT 2014 • POR • 10h09

Uma escavação arqueológica no norte da Itália desenterrou os restos de uma garota de aproximadamente 13 anos de idade enterrada com o rosto virado para baixo. Os arqueólogos dizem que, apesar da sua idade, ela foi rejeitada pela sua comunidade e vista como um perigo, mesmo depois de morta.
Apelidado pela imprensa italiana como “a menina bruxa”, o esqueleto foi descoberto no complexo de San Calocero em Albenga na Riviera da Ligúria, por uma equipe do Instituto Pontifício de Arqueologia Cristã no Vaticano. O local, um cemitério em uma igreja dedica ao mártir São Calocero, foi construído por volta dos séculos 5 e 6 e foi completamente abandonado em 1593. O enterro de bruços é um costume que acreditam ter começado no início da Idade Média.
“Esses enterros raros são explicados como um ato de punição. O que o morto tinha feito não foi aceito pela comunidade”, disse Stefano Roascio, o diretor da escavação. Como outros enterros diferentes, em que os mortos eram enterrados com um tijolo na boca, pregados ou fixados ao solo, ou até mesmo decapitados e desmembrados, colocar o corpo de bruços tem como objetivo humilhar os mortos e impedir o indivíduo de subir da sepultura.
“Em particular, o enterro [do corpo de bruços] estava ligado à crença de que a alma deixava o corpo através da boca. Enterrar os mortos de bruços foi uma maneira de impedir a alma impura de ameaçar a vida”, segundo a antropóloga Elena Dellù.
Em casos extremos, o tipo de enterro era usado como o último castigo, com a vítima ainda viva. Mas, não era um tratamento usado em adolescentes.