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ATENDIMENTO nos correios de Coxim para devido à greve nacional

29 SET 2017 • POR Redação • 18h06

A greve dos funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) está trazendo à tona situações insólitas  como a paralisação em Coxim onde apenas o gerente está atendendo a demanda. Somente os altos cargos (de confiança) recebem altos salários enquanto os demais estão defasados. A agência do município funciona, mas somente com um funcionário que é o gerente. A entrega opera com apenas 50% da capacidade e três carteiros. Já os atendentes pararam (100%) e não há previsão de retorno. 
 A data base  para negociação de acordo coletivo entrou em vigor em 1º de agosto de 2017. No entanto a empresa não quis negociar. A ECT não respeitou o calendário e protelou as negociações e não quis fazer acordo com os trabalhadores. Ela veio negociar apenas dia 12/09 no entanto não foi uma negociação e sim ameaça de que todos os benefícios já adquiridos pelos funcionários seriam retirados. Deste modo, sem acordo e somente com retirada de direitos, os funcionários não tiveram alternativa a não ser entrarem em greve.
No dia 19/09 deflagrou a greve nacional, a categoria esta a 10 dias em greve, buscando melhorias e que a empresa não retire os seus beneficios  já adquiridos.
Nós, trabalhadores dos correios, informamos á população que estamos em greve por tempo indeterminado. Entre os motivos estão:
- pela contratação de funcionários
- não a privatização
- pela não retirada de benefícios já adquiridos;
- pela manutenção de nosso plano de saúde;
- por um serviço de qualidade á população;
- contra a privatização do patrimônio público.
- pelo fim do assédio moral.

A ect – empresa brasileira de correios e telégrafos já foi uma ótima empresa para se trabalhar. Hoje, na atual conjuntura desta política autoritaria e abusiva, a empresa tem alegado deficit de milhões e alega que os beneficios pagos a seus funcionarios são os motivos dos desfalques e dividas apresentadas pela empresa.
Todos que acompanham  a realidade dos correios sabem que a empresa não está nestas condições. A atual  intenção da empresa é passar a ideia para a população de uma empresa quase falida, sucateada e que não gera lucro, para posterior privatização.
Nós funcionários nos sentimos constantemente lesados e ameaçados pela empresa e preocupados com esse cenário que os correios veem apresentando. Tudo mostra uma possível privatização, o que não sera bom nem para o funcionário nem para a população. Hoje nós funcionários trabalhamos em péssimas condições, com veículos sucateados, com sobrecarga de trabalho, com efetivo reduzido e ainda com ameaças constantes.
Em coxim há também déficit de funcionários, os veículos se encontram em péssimas condições, há sobre carga de trabalho e principalmente o autoritarismo da gerência local que tem prejudicado cada vez mais as atividades dos funcionários e os serviços prestados a população.
A população também sofre com isso com atraso de suas encomendas, correspondências, com a demora nos atendimentos e muitas vezes vão a agencia e não conseguem a solução de seus problemas, visto a falta de flexibilidade da gerencia local.
Hoje a greve atinge a nível nacional, 26 estados mais o distrito federal. E no estado de mato grosso do sul 42 municípios já aderiram a greve.  Em coxim  100% do atendimento e 50% da distribuição se encontram parados por motivo de greve. A empresa mandou um funcionário de fora para cobrir a falta no atendimento o que não acontece em outros casos quando se há falta de funcionário.

Hoje todos os grevistas tiveram os dias parados descontados nos contra-cheques sem prévio aviso e nem proposta de acordo com a empresa. Os funcionários se sentem lesados pois greve é um direito do trabalhador e só é colocada em pauta quando todas as outras opções de acordo já foram esgotadas. Foi o que aconteceu com os funcionários que tentam constantes acordos com a empresa mas a mesma se recusa a negociar e insiste em atacá-los financeiramente.
Uma servidora teve cerca de R$ 600,00 descontados, mas há funcionários que perderam mais. Normalmente a empresa esperava acabar a greve pra negociar esses dias, coisa que não fez dessa vez. Já descontou como forma de pressionar os trabalhadores .