Contribuintes reclamam de corrupção no DETRAN e se revoltam com taxas altas
1 SET 2017 • POR • 13h33
Três dias após a Operação Antivírus, que resultou na prisão do diretor do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul), Gerson Claro (PSB), e outros servidores com cargos de chefia, o clima é de tensão no local. Contribuintes relataram a preocupação com aumento de taxas e os esquemas de corrupção envolvendo o órgão.
“Sempre que tem corrupção, os valores das taxas cobradas aumentam porque precisam arrecadar mais para bancar as irregularidades", afirma o moto-entregador, de 45 anos, que preferiu não se identificar.
Desde a Operação Antivírus comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na última terça-feira (29), vários questionamentos a respeito do órgão foram levantados.
A operação investiga suspeitos de envolvimento em crimes de corrupção ativa, passiva, fraude em licitação, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A ação culminou no cumprimento de nove mandados de prisão preventiva, três de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão.
Sobre a operação, o operador de empilhadeira, de 30 anos, que também não quis se identificar, diz que precisam ser mais frequentes. “Deveria haver ao menos um pente fino por ano. São muitos os esquemas dentro do Detran. Acho que isso também tem a ver com a venda de habilitações”, declara.
Até o momento a cúpula do Detran não foi substituída e os cargos estão sem direção. Os serviços na Capital ocorrem normalmente.
