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Gordura abdominal pode estar relacionada ao câncer

25 AGO 2017 • POR • 13h02

A ciência já estabeleceu que a obesidade é a segunda maior causa de câncer considerada “prevenível”. Ela está associada a 13 tipos diferentes de câncer entre eles, o de mama e o de pâncreas, segundo a Organização Mundial da Saúde.

Novos estudos, no entanto, estão tentando identificar o papel da gordura abdominal nesses tipos de câncer. Cientistas acreditam que ela pode ter um papel importante na formação de tumores porque são consideradas "biologicamente ativas" ou seja, podem produzir substâncias que alteram o metabolismo e a saúde.

A mais recente dessas pesquisas, publicada em agosto no “Oncogene”, periódico ligado ao grupo “Nature”, mostra como a gordura visceral contribui para que uma célula saudável se transforme em cancerosa.

A pesquisa da Michigan State University, nos Estados Unidos, mostrou que a gordura abdominal produz a proteína FGF2 (sigla em inglês para “fator de crescimento de fibroblastos 2”). Em ratos, o composto foi capaz de “produzir tumores”.

Em uma segunda fase do teste, pesquisadores retiraram a FGF2 de secreções de mulheres. Ao transportar a substância para cobaias, também a proteína delas produziu mais células cancerosas.

O estudo compilou dados de mais de 43.000 pessoas acompanhadas por cerca de 12 anos, e de outras 1.600 pessoas diagnosticadas com um câncer relacionado à obesidade.