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Com megaestrutura, Rally dos Sertões chega hoje em Coxim

24 AGO 2017 • POR • 12h04

 

Hoje é a vez do Mato Grosso do Sul entrar no radar do Rally dos Sertões. Com a realização da quinta etapa, a competição entra no Estado com destino ao município de Coxim. O maior rali do Brasil largou no dia 20, de Goiânia (GO), e após concluir os 3.300 quilômetros do roteiro previsto, terá a festa de encerramento em Bonito (MS), no dia 26. 

A prova está com 50% do seu percurso concluído e entrando para a reta final. Ficará em Mato Grosso do Sul os “pegas” decisivos entre os participantes com chances de vitória. “Temos pela frente cerca de 1 mil quilômetros de disputas e tudo pode acontecer. A especial mais longa desta edição do rali é a de Coxim. Estamos sob pressão, com o cansaço já aparente, mas ainda temos muita energia para gastar. Com a torcida da população local, tenho certeza de que nossa passagem pela região será inesquecível”, comentou o piloto Flávio Lunardi, da Bulldog Racing. 

As características das etapas que acontecerão no Mato Grosso do Sul deverão dar um novo ritmo a disputa. Entre áreas de serra (com muitas subidas e descidas), os participantes também acelerarão dentro de propriedade particulares destinadas a madeira e agricultura. Ao cruzar várias municípios, eles serão desafiados por muitas pedras, cascalhos, trial, lombas, em estradas com longas retas (alta velocidade) e setores travados. 

“Ao que tudo indica, a organização do Rally dos Sertões soube explorar muito bem as vantagens off-road que as localidades oferecem. Seguiremos focados, mantendo o equilíbrio e respeitando os obstáculos. Precisamos manter o equipamento inteiro, para colocá-lo na tão sonhada rampa de chegada”, comentou o piloto Renato Martins, da equipe Sacode Poeira. Ao lado do navegador Enedir da Silva Júnior, a dupla tem travado uma disputa incrível pela liderança da categoria Máster – Regularidade. 

Rally de Regularidade 

E por falar na modalidade Regularidade, o piloto Roberto Bontempo contou que os off-roaders estão se sentindo em plena modalidade cross country, pois as médias de velocidade a serem cumpridas estão bem altas. “O Rally dos Sertões está mais difícil do que prevíamos. Mesmo com percursos em linha reta e sem balaios, a organização conseguiu proporcionar uma disputa bastante intensa, dinâmica... Não dá tempo de piscar os olhos. A dificuldade da pilotagem e da navegação é grande, ficamos ligados o tempo inteiro. Sem contar que os nossos adversários são extremamente precisos, não tem ninguém aqui ‘mais ou menos’, os resultados são muito justos”, descreveu.