Rio Verde recebeu na terça-feira espetáculo “Lídia Baís”
10 AGO 2017 • POR Assessoria • 12h31
Na noite de terça-feira (08), no Auditório Municipal aconteceu o espetáculo “Lídia Baís”, que faz parte do calendário ‘Agosto Lilás”, uma campanha do governo do estado de Mato Grosso do sul, 2017 será o primeiro ano de campanha na vigência da Lei conforme a sanção da Lei n° 4.969/2016.
O Espetáculo teatral que apresenta a história de uma mulher que viveu à frente de seu tempo, a peça é um resgate histórico de uma das pioneiras das artes plásticas de Mato Grosso do Sul. O espetáculo tem proposta cênica criada a partir de rodas de contação de histórias.
É encenado pela atriz Tatiana De Conto e apresenta ao a mulher Lídia Baís, artista, musicista, espiritualista, mística, caritativa e feminista.
A direção é de Thathy D. Meo. Seus estudos e sua prática espiritualizada a fez produzir obras que refletem as opressões da mulher e as formas com que superou. Curiosa demais, viva demais, inquieta demais. Resistente, resiliente, Lídia não se acovardou ou se vitimou pelas oposições que sofreu. Reservada, como uma estrategista, foi superando todas as barreiras encontradas pelo caminho que escolheu percorrer.
Deixou um legado social, cultural, espiritual e caritativo em Campo Grande, e como ela mesma previu, entrou para a história. Após as apresentações serão realizadas uma roda de conversa com a historiadora Fernanda Reis e Tatiana De Conto sobre as questões de gênero na vida e obra de Lídia Baís. Precursora Lídia Baís foi pintora e desenhista. Iniciou seus estudos em pintura com Henrique Bernardelli em 1926.
Passa o ano seguinte em viagem pela Europa, permanecendo mais tempo em Berlim e Paris, onde tem contato com Ismael Nery. De volta ao Brasil, em 1928, retoma seus estudos sob orientação de Henrique Bernardelli. Em 1950, fundou o Museu Baís em Campo Grande, que não chega a ser aberto ao público, e ingressa na Ordem Terceira de São Francisco de Assis, adotando o nome de Irmã Trindade. A partir daí, passa a dedicar-se exclusivamente aos estudos religiosos e filosóficos.
Por volta de 1960 publica, sob o nome fictício de Maria Tereza Trindade, o livro “História de T. Lídia Baís”. “Lídia Baís, (...), abandonou de todo a pintura talvez em fins da década de 1940.
Seu período mais fecundo de atividade coloca-se possivelmente no curto espaço de tempo que vai de 1926 a 1930, e abrange estranhas composições de aspecto místico ou sobrenatural, retratos e auto-retratos, alegorias e cenas de interior ou de gênero, nas quais, fazendo uso de técnica rudimentar, dá vazas a um surrealismo ingênua, mas inquietante”, registra José Roberto Teixeira Leite no “Dicionário Crítico da Pintura no Brasil”.
