Quadrilha que furtou R$ 20 mil em celulares da Gazin tentou roubar malotes no Sicredi de Coxim
27 JUL 2017 • POR Redação/g1 • 12h56
Fontes policiais confirmaram que a Sicredi de Coxim também foi “visitada” por integrantes de uma quadrilha especializada no roubo de malotes. Eles não tiveram sucesso porque o nível de segurança da cooperativa é elevado e não permite o ingresso de estranhos em setores de acesso exclusivo.
A agência de Chapadão do Sul também foi “invadida” mas um funcionário percebeu o movimento do assaltante em direção à sala do gerente cujo prosseguimento é feito somente por senha exclusiva. Estes criminosos - aparentemente - são os mesmos que furtaram R$ 20 mil em celulares da Loja Gazin de Coxim.
Não usam explosivos, apenas a “cara de pau” e vão entrando na primeira porta aberta nas agências na expectativa de acharem um ou mais malotes com dinheiro. Pegam o que podem e vão saindo como se fossem clientes habituais. Neste sistema roubaram milhões em vários estados, inclusive em cidades de Mato Grosso Sul.
TECNICAMENTE NÃO PODEM SER PRESOS - Segundo fontes eles entraram na agência de Coxim mas tiveram sucesso somente na filial de uma rede de lojas com o furto de um malote de dinheiro. A presença da quadrilha vem sendo monitoradas em todos bancos do Estado, principalmente das regiões do Bolsão e do Norte onde foram flagrados por câmeras de segurança. Suas fisionomias são conhecidas, mas como ainda não foram pegos em flagrante tecnicamente não há nenhuma acusação contra eles.
TENTATIVA FRUSTADA - No Banco do Brasil de Chapadão do Sul uma funcionária frustrou o assalto em andamento quando um deles (o maloteiro) se dirigia para uma sala onde teria dinheiro armazenado. Atenta, a servidora notou a presença do estranho e perguntou onde ele estava indo. O criminoso disfarçou dizendo que iria ao banheiro, deu volta e saiu para rua sendo seguido pelos demais. O sistema de segurança dos bancos é feita por vigilantes armados que observam atentamente a movimentação de pessoas e interpelam imediatamente quem se dirigir para um setor restrito
DISTRAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS - As imagens mostram os homens chegando separados e se posicionando em pontos estratégicos dentro do Banco do Brasil de Chapadão do Sul. Eles usam a tática milenar do “ilusionismo” dos mágicos para distrair funcionários e clientes. Chegam às agências como pessoas que supostamente não se conhecem. Vão se aproximando e criando situações para distrair os alvos - funcionários que estão próximos ao dinheiro (em maços, em envelopes ou malotes) e clientes que possam de alguma forma atrapalhar a ação. Como em uma cena de filme, o bando vai conduzindo a ação até os funcionários se distraírem e permitirem que um dos ladrões pegue o dinheiro e saia da agência como um cliente normal.
ÁREAS RESTRITAS - Em nota, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) afirma que esse tipo de furto não é frequente. As agências, diz o texto, controlam o acesso a áreas restritas e os funcionários são treinados para observar procedimentos de segurança. A nota diz também que estabelecimentos comerciais com grande fluxo de pessoas estão sujeitos a esse tipo de ocorrência.
