O turismo dentro da gaveta
26 JUL 2017 • POR João Carlos Silva, consultor e articulista • 12h54Não se admite dentro de uma gestão que uma atividade tão dinâmica esteja caminhando com passos de tartaruga no Estado e em muitas cidades do interior incluindo a capital Campo Grande.
Não se vê nenhum projeto de relevância tramitando muito menos ações para que o estado esteja amplamente divulgado nas suas belezas naturais como também no dinamismo dos seus empresários. Lá nos anos 90 no segundo governo Wilson Martins a Secretaria de Turismo esteve nas mãos da ex-deputada Marilene Moraes Coimbra que montou uma equipe exemplar levando o turismo do estado num apogeu sem precedentes.
Tudo que surgiu até então foi obra de um trabalho profícuo, de identidade e também de muito estudo junto ao segmento e aos gestores municipais .
Com isso foi alocado junto ao governo federal muitos recursos para serem implantados nas cidades de potenciais turísticos devidamente certificadas pela Embratur. O surgimento de novos empreendimentos hoteleiros, pousadas, agências de viagens e o impulso do Turismo rural por toda cadeia produtiva que abraçou a causa.
No empreendedorismo a atuação frequente de entidades como a Faems trouxe aos municípios um novo alento para o surgimento de novos plus nos projetos voltados para o apoio no segmento. Nisso tudo fica a cobrança dos governantes para que tenham outros olhos para a indústria sem chaminé, o turismo. Sem esse comprometimento a atividade não decola.
O Mato Grosso do Sul é um estado talhado para ser um espelho na atividade turística visto que todo o trade luta diariamente para aperfeiçoar seus serviços. Sem eles nada iria avançar.
Os empresários do Turismo contam com a solidariedade do governo para que abrace a causa. A hora é agora.
