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Cuidado: Os Pinóquios estão à solta

2 OUT 2014 • POR Carlos Pires • 09h56

Ainda na infância costumávamos ouvir de nossos pais a estória de Pinóquio. Este ilustre personagem era um boneco de madeira que depois foi transformado em um ser humano por uma fada. Mas, o que queremos enfatizar na lenda de Pinóquio, era seu costume de mentir e enganar as pessoas. Sendo assim, todas as vezes que isso acontecia, o nariz de Pinóquio crescia.
Todavia, essa estória é apenas uma lenda, ou seja, um conto de fadas para crianças. Contudo, o incrível é que na vida real também existem os Pinóquios da política, que aparecem, principalmente, a cada quatro anos, proferindo mentiras sem qualquer escrúpulo. Estamos mais uma vez na temporada dos políticos Pinóquios que só se proliferam em ano de eleição. Sem generalizar, é claro, porque existem ainda alguns políticos bem intencionados que são ofuscados pelos políticos Pinóquios por quererem trabalhar seriamente.
Mas não é difícil encontrarmos um político Pinóquio. Vejamos por que: Eles nunca dizem não, porém nunca dão uma resposta plausível. Muitas vezes, o dito cujo pede que procuremos um dos seus assessores, fugindo assim do seu papel como legítimo representante do povo. Sempre colocam desculpas no sistema, por não cumprirem com suas promessas. 
Não realizam nenhum feito de vulto, pois seu interesse primordial não está na coletividade, mas sim em não permitir que outro político bem intencionado não tome o seu lugar. As mentiras do político Pinóquio são as mesmas de sempre e tratam de temas básicos como educação, saúde, habitação, saneamento básico, etc. Muitos deles são oportunistas, pois só costumam aparecer para buscarem votos e depois desaparecem sem deixar rastro. E quando os procuramos damos com a porta na cara.
O político Pinóquio não possui uma ideologia política definida e seu principal interesse é sair vitorioso nas eleições. Eles costumam gozar dos privilégios do poder, ou seja, anseiam estar no poder a qualquer custo não se importando com os métodos e os meios vis que são utilizados para isso.
Entretanto, esta matéria perderia seu real sentido se não confrontássemos a estória do menino Pinóquio com a nossa atual realidade política. Por isso, nesse momento oportuno, onde já se encerram os movimentos eleitoreiros visando as eleições que se avizinham, faz-se necessário uma profunda análise e reflexão de todos os cidadãos, a fim de que não venhamos continuar a mercê de um bando de Pinóquios descomprometidos e insensíveis aos problemas do povo.
Na urna, antes de votar, lembre-se de quanto sofremos por não termos uma representatividade política unida e forte lutando pelos interesses do povo, pois os que lá já estão só pensam em produzirem seu marketing pessoal com o único intuito de satisfazerem seus próprios interesses. 
Votando conscientemente não teremos o desprazer de ver os narizes dos políticos crescerem quando proferirem mentiras, a exemplo do que ocorria na estória de Pinóquio. O que vale mesmo é votar não em promessas mirabolantes; mas em realizações e ações concretas; sem fantasias ou máscaras. Por isso, não venda seu voto. Precisamos banir de nosso meio, os Pinóquios da política. Voto não tem preço, tem conseqüência.