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Gaeco prende diretor do Instituto Penal, três agentes penitenciários e mais dois na capital

11 JUL 2017 • POR G1 • 12h23

 

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MP-MS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu os mandados de prisão preventiva diretor do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) Fúlvio Ramires da Silva, três agentes penitenciários e outros dois investigados pela Operação Chip.A ação faz parte da 2ª fase da operação deflagrada nesta segunda-feira, que investiga o sistema prisional de Campo Grande. 

Os mandados foram expedidos pelo juízo da 2ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande, Mário José Esbalqueiro Junior.

Fúlvio havia sido detido em flagrante durante a primeira fase da Operação Chip por porte ilegal de arma de fogo. Na época, pagou fiança de R$ 900 e foi liberado.

Os promotores de Justiça investigam inúmeras ilegalidades, como os crimes de corrupção (ativa e passiva), peculato, inserção de telefones celulares nos estabelecimentos penais, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Na primeira fase da operação houve apreensão de documentos e objetos ilícitos, além da oitiva de testemunhas e prisões.

O nome da operação Chip refere-se a um dos alvos que é agente penitenciário, suspeito de inserir celulares e chips no interior do IPCG.
Outras operações

Em maio de 2017, o Gaeco fez operação contra corrupção no presídio de regime semiaberto de Dourados. A ação levou o nome Apanágio e foi resultado de aproximadamente seis meses de investigações voltadas a apurar crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva e associação criminosa.

Em janeiro também deste ano, outra operação do Gaeco. Diretor-presidente da Agência Estadual de Administração Penitenciária (Agepen) de Mato Grosso do Sul, na época, Airton Stropa, teve o celular apreendido durante a ação.