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Deputados do PT e PMDB trocam ofensas na ALMS

5 JUL 2017 • POR • 11h48

 

O índice de reajuste linear de 2,9% para os servidores estaduais aliado a dualidade PT e PMDB acirrou os ânimos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, com troca de ofensas e gritos entre os deputados estaduais durante a sessão de ontem.

O deputado Cabo Almi (PT) usou a tribuna para afirmar que o reajuste era pequeno diante da inflação e aumento do custo de vida da população, quando foi rebatido pelo líder do PMDB na Casa, deputado Eduardo Rocha.

“Na verdade, o governo faz um aumento com responsabilidade. O importante é ter os pagamentos em dia. Realmente as coisas ficaram mais caras, mas temos que avaliar o cenário nacional. Não é de hoje que vem essa situação que resultou em 14 milhões de desempregados. Isso foi construído ao longo de 13 anos”.

Almi discordou e se irritou. “Pela primeira vez na história desse país temos um presidente interino golpista sendo revistado pela Polícia Federal. Vossa excelência deveria ficar quieto. Não tem moral para falar de nós”.

O deputado Eduardo Rocha levantou da cadeira e, apontando o dedo Almi, gritou para que ele pedisse desculpas. Correligionário, Paulo Siufi solicitou a retirada dos termos da ata, cobrando um nível mais alto de debate na Casa.

Almi tentou justificar-se, afirmando que estava falando de política e não do líder do PMDB e, ao fim, concordou que PT, PMDB e PSDB “não são muito diferentes hoje em dia”.