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Reinaldo diz que é vítima de vingança por não renovar incentivos a JBS

24 MAI 2017 • POR • 12h23

 

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) chorou, durante entrevista coletiva, na segunda-feira (22) e diz que foi vítima de vingança por parte dos donos da JBS, que queriam renovar programas de incentivos fiscais para suas empresas no estado. A todo momento, o tucano chamou os delatores de "bandidos" e "usurpadores". 

Reinaldo convocou a imprensa para esclarecer que 1.199 empresas em MS recebem isenções fiscais.";Quer dizer que as 1.199 empresas que recebem benefícios tem de pagar propina?", questionou o tucano. 

Acompanhado de todo o secretariado, inclusive de Márcio Monteiro, da Fazenda, também citado nominalmente nas delações, o governador explicou que algumas políticas de isenções foram mudadas, inclusive ajudaram a aumentar a arrecadação do Estado, que passou de R$ 40 milhões para R$ 73 milhões, somente nessa área. 

"A partir de 2015 vários termos de acordo que estavam sem isonomia e sem enquadramento foram modificados pelo governo", lembrou Reinaldo. Alguns tiveram os benefícios mantidos e outros não foram renovados, apesar da "pressão", destacou. 

Após ter falado em vingança por parte dos empresários Wesley e Joesley Batista, no início da entrevista, em dado momento Azambuja disse não querer acreditar que esse seria o motivo de ser citado nas delações que ganharam as capas de jornais no Brasil e no mundo. 

O governador lembrou que sempre recebeu toda a diretoria da J&F em seu gabinete e, inclusive, na semana passada conversou com Joanita, representante do grupo, mas sempre para discutir investimentos. Ele lembra que a empresa voltou a pedir reativação de isenções, mas o governo teria negado.  

Sobre a figura de Wesley Batista, responsável pelas delações da JBS que envolvem Mato Grosso do Sul, Azambuja não poupou adjetivos contra os empresário. 

"Usurpadores, usufruíram de benesses e agora querem ter glória e mostrar que o crime compensa no Brasil", reclamou.