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OAB-MS cria comissão para acompanhar delação da JBS que implica Reinaldo

23 MAI 2017 • POR Midia Max • 12h08

Diferente da Federal, que decidiu na madrugada de ontem, domingo (21), protocolar na Câmara dos Deputados pedido de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), em função das delações da JBS, a OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul) disse que espera documentos do STF (Supremo Tribunal Federal) antes de se manifestar. A entidade estadual também criou comissão para acompanhar o assunto.

A entidade regional publicou uma nota na manhã desta segunda-feira (22) na qual diz ter requerido ao Supremo cópias das delações de Joesley e Wesley Batista, que já foram tornadas públicas na última sexta-feira (19), acompanhadas da documentação que diz respeito aos agentes públicos sul-mato-grossenses.

A OAB/MS revela ter criado uma comissão especial para acompanhar o assunto, e que ainda fará uma análise de uma ‘eventual responsabilização desses agentes públicos’. 

Apesar da Ordem Nacional ter considerado a própria conversa entre Joesley e Temer o suficiente para ingressar com pedido de impeachment, a seccional de Mato Grosso do Sul cita que os gestores estaduais negam os fatos delatados por Wesley, e que a simples ‘colaboração’ do empresário não é suficiente para induzir uma condenação.

Wesley Batista acusou os três últimos governadores do Estado, Zeca do PT, André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB), de serem beneficiários de um esquema de pagamento de propina em troca de benefícios fiscais.