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Gata é morta cruelmente e autor é denunciado à polícia

24 MAR 2017 • POR Edição Ms/ Redação • 12h29

 

Uma gata foi morta cruelmente nos primeiros minutos de ontem (23), na região central de Coxim. O crime contra o animal chocou os moradores, que pedem Justiça para o caso.

A gatinha foi encontrada durante a manhã na grade da Escola Estadual Pedro Mendes Fontoura. Ela estava com o corpo entre dois ferros e a boca em outro, demonstrando a crueldade de quem cometeu o crime.

Entretanto, isso não é nada perto do que realmente aconteceu. A consultora comercial Jéssika Cordeiro, de 25 anos, foi quem assistiu tudo. Ela aponta Sebastião Oliveira Santana, o Neguinho Pantaneiro, como autor do crime.

Jéssika disse que estava num lanche da Virgínia Ferreira quando avistou ele subindo e descendo avenida. De repente, Neguinho tirou o cadarço do tênis, amarrou no pescoço e começou a girar a gata. Dona de seis gatos, a consultora disse que quase entrou em desespero, mas, ficou tão nervosa que não conseguiu tomar nenhuma atitude.

Depois de rodopiar com Hanna na avenida, Neguinho seguiu em direção a escola, voltando em seguida para a Virgínia Ferreira. Ele chegou a passar pelo lanche onde Jéssika estava e debochou, dizendo que a gata tinha que morrer mesmo, pois dava muito trabalho. Segundo a consultora, a frieza dele diante da situação era algo impressionante.

A gata Hanna pertence a Márcia Altafini, dona da ONG “Adote um bichim Coxim”, que cuida de gatos de rua. Entre lágrimas, ela contou que cuidava da Hanna há dois anos e que ela era uma gata dócil, muito mansa e carinhosa com todos. Castrada desde que foi adotada por Márcia, Hanna vivia na casa de seus pais, na avenida Virgínia Ferreira.

CÃOZINHO
No último sábado pela manhã (18), o jornalista do Diário do Estado Carlos Pires também se deparou com um caso semelhante de maus tratos aos animais que felizmente terminou de forma menos trágica. 

Pires encontrou um cãozinho que foi colocado dentro de uma caçamba de entulhos que estava na Rua Delmira Bandeira, no centro. Ele apresentava um ferimento aberto no peito e sinais de maus tratos.

O jornalista acolheu o cãozinho em sua casa onde passou a tratar do animal e com a ajuda de amigos da ONG Cia Country Heller ganhou uma pomada cicatrizante e um saco de ração. O cãozinho batizado de Beethoven é agora companheiro de sua cadelinha Kiara. Pires lamenta que ainda existam pessoas de má índole que ajam de forma irracional com quem não pode se defender.