Zé Roberto sonha com final feliz no Mundial
19 SET 2014 • POR Lancenet • 10h21É na experiência acumulada em 11 anos à frente da Seleção feminina de vôlei que José Roberto Guimarães se apega para acreditar que desta vez o almejado título do Campeonato Mundial não escapa. Em 2010, ele bateu na trave, assim como em 2006. Sempre tendo a Rússia como obstáculo.
Trata-se da única conquista de peso que falta na galeria da equipe. A outra, menos expressiva na modalidade, é a Copa do Mundo. Para o treinador, os traumas do passado estão superados. A confiança do time aumentou. E sua relação com as jogadoras, sobretudo as mais velhas, está mais madura.
Dentre tantas lições aprendidas pelo único brasileiro tricampeão olímpico (foi ouro como jogador em Barcelona-92 e como técnico em Pequim-2008 e Londres-2012), está a de que não se deve prever o futuro com antecipação.
Quando pensava que seria o fim de sua carreira após a eliminação na semifinal dos Jogos de Atenas-2004 - também para a Rússia -, um caminho se abriu. Por isso, ele não crava que deixará o cargo após a Olimpíada do Rio. Mas já tem ideia de candidatos à sucessão.
Viagens ao exterior para se reciclar, mudanças na mentalidade sobre como trabalhar, uso da psicologia e união com os fieis assistentes, em especial Paulo Coco, são alguns trunfos do Zé Roberto de hoje. E ele sempre prefere o plural "nós" ao singular "eu" quando fala sobre o comando do time nacional.
