Paralisação geral faz população acordar para a Reforma Previdenciária
16 MAR 2017 • POR Carlos Pires • 12h24
Em dia de paralisação, escolas amanheceram fechadas, rodovia bloqueada e ônibus parados por manifestantes. O protesto faz parte do dia nacional de protestos e greves contra a reforma previdenciária, proposta pelo presidente Michel Temer (PMDB).
Escolas estaduais de Coxim e mais 31 municípios de Mato Grosso do Sul tiveram as atividades paralisadas ontem (15), no dia em que manifestantes de todo o País protestam contra a reforma da Previdência. Ainda em Coxim, a agência dos Correios também aderiu à greve.
federal Geraldo Resende (PSDB)
Funcionários administrativos e da saúde, além de vereadores, também se concentraram no pátio do Posto Lusitano de onde o movimento se estendeu pelas ruas de Coxim.
Cidades onde não houveram aula são: Alcinópolis, Anaurilândia, Angélica, Aparecida do Taboado, Bandeirantes, Bataguassu, Bataiporã, Camapuã, Campo Grande, Cassilândia, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Inocência, Ivinhema, Jaraguari, Ladário, Nova Alvorada do Sul, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Paranaíba, Pedro Gomes, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia, Sonora, Taquarussu e Terenos.
Em Dourados, cerca de cinco mil pessoas participaram da paralisação geral. A estimativa de público é da organização do protesto, em que participaram professores, funcionários administrativos da educação e saúde, trabalhadores dos Correios e indígenas.
Os participantes foram até o escritório político do deputado estadual Geraldo Resende (PSDB), principal alvo do protesto na cidade.
Com cartazes, faixas, bandeiras e até um caixão e gritando “Fora Temer”, os manifestantes também prometeram iniciar movimento contra o deputado estadual nas eleições de 2018, caso ele apoie as medidas vistas como prejudiciais ao trabalhador.
A BR-163 foi interditada em Nova Alvorada do Sul. A mobilização, realizada por professores e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-terra), reuniu pelo menos 200 pessoas.
Em Campo Grande, manifestantes fecharam a Avenida Afonso Pena com a Rua 13 de Maio. A situação provocou congestionamento e confusão, pois havia milhares de pessoas em meio aos carros que ficaram bloqueados no caminho. Segundo a Polícia Militar, há pelo menos 20 mil pessoas estavam no local.
Segundo fontes extraoficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a paralisação foi uma das maiores já vistas em Mato Grosso do Sul. Fim do foro privilegiado também é uma das exigências.
