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Mulheres coxinenses celebram Dia Internacional da Mulher

8 MAR 2017 • POR Carlos Pires • 12h33

O empoderamento feminino é um tema que atrai cada vez mais atenção e no Dia Internacional da Mulher não poderia ser diferente. Embora a data seja vista por muitos apenas pelo cunho comercial, ela serve também para reacender discussões importantes.

A própria história do 8 de março remete à luta das mulheres para a conquista de seus direitos. Tudo começou em 1857, quando as trabalhadoras da fábrica têxtil Cotton, em Nova Iorque, fizeram um protesto contra sua jornada diária de 16 horas e baixos salários.

Em resposta à manifestação, os patrões mandaram incendiar o prédio e 129 mulheres morreram queimadas. Não por acaso a data virou símbolo da resistência feminina e da necessidade de mudança.

Na sociedade coxinense, a mulher conquista um espaço cada vez maior no ambiente profissional, além de participar ativamente das mudanças sociais. As habilidades e características femininas estão sendo reconhecidas em diversos seguimentos do mercado de trabalho.

Se antes a mulher poderia ser considerada coadjuvante em alguns segmentos sociais e profissionais, hoje o cenário é outro. A mão de obra feminina hoje é bastante solicitada, embora ainda existam limitações em relação às possibilidades de ascensão na carreira profissional.

Hoje as mulheres têm mais participação no mercado de trabalho e nas esferas política e econômica, mas o cenário ainda está longe de ser o ideal. A desigualdade nos salários é uma prova disso. Para as negras e de classe baixa, o desafio parece ser ainda maior. Ou seja, o Dia Internacional da Mulher serve também como reflexão para eliminar o abismo destes desafios, além é claro, de despertar numa sociedade predominantemente ‘machista’, a consciência dos governantes para políticas públicas que garantam efetivamente direitos iguais aos dos homens.