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Turismólogo destaca avanços no turismo em Coxim

2 MAR 2017 • POR Carlos Pires • 12h23

 

O Dia Nacional do Turismo é comemorado em 02 de março, enquanto que o dia mundial do turismo é celebrado no dia 27 de setembro em resolução aprovada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em 1980. Trata-se de uma importante prática econômica atual, responsável pela geração de riquezas, empregos e pela circulação de capital e pessoas.

O Diário do Estado falou com o turismólogo Ariel Albrecht que há 20 anos trabalha com o setor turístico de Coxim, para saber os principais avanços e conquistas no âmbito do município que é a porta de entrada para o Pantanal Sul-Mato-Grossense, bem como as reivindicações para que o setor melhore e se desenvolva ainda mais.

Ariel destaca que após ser sancionada em 2008, a Lei Geral do Turismo foi o marco regulatório que fortaleceu de forma ampla o turismo no Brasil, e, com o advento da Copa do Mundo e das Olimpíadas, locais como o Pantanal, as Cataratas do Iguaçu, a Amazônia, e o Cristo Redentor, por exemplo, se tornaram pontos preferidos de visitação.

Quanto aos avanços do setor em Coxim, o turismólogo destacou que em cinco décadas a pesca se consolidou como principal atividade turística da região, e que hoje, está em declínio justamente pela falta de consciência de alguns turistas que fizeram com que as autoridades permitissem apenas o funcionamento do turismo contemplativo. 

Devido à forte queda na arrecadação dos municípios, muitos gestores foram obrigados a diminuir os investimentos dificultando o fomento ao turismo contemplativo à exploração de novos nichos. Por sua vez, na iniciativa privada, o profissional diz que há um certo comodismo pela falta de empreendedorismo de alguns empresários aos novos nichos em potencial, além de cursos especializados na formação de novos turismólogos na região. 

Como turismólogo profissional, Ariel disse que hoje existem formas alternativas de exploração do turismo na região e citou, por exemplo, o projeto Rota das Monções de desenvolvimento sustentável que agrega cultura, turismo, meio ambiente em prol da geração de emprego e renda na região, além da preservação e conservação dos recursos naturais como o rio Taquari, rio Coxim, Pantanal e adjacências. 

Vale destacar que o projeto Rota das Monções conta com expedições temáticas à céu aberto onde o turista vive parte da história do oeste brasileiro, além de realizar passeios em uma chalana pantaneira que anteriormente era usada para pesca agora serve ao turismo contemplativo. Segundo Ariel, são realizados anualmente de 60 a 70 passeios de chalana pelo rio Taquari gerando em PIB (Produto Interno Bruto) considerável para o município, além de um safari fotográfico onde o turista pode vivenciar a cultura pantaneira, entre outras inúmeras atividades, como o passeio de barco, trilhas, além ainda, da captação de eventos a fim de ocupar a rede hoteleira e fomentar o comércio local.

Entre os grandes problemas enfrentados pelo turismo local, Ariel destacou que um deles é a construção das barragens de PCH’s (Pequenas Centrais Hidrelétricas) nos rios da região que além de não gerar nenhum benefício para a região, ainda destroem por completo a natureza acabando com a flora e fauna locais. Outro problema, são os fechamentos da baías na região do Caronal no Pantanal, que além de matar os peixes, prejudica o repovoamento dos rios e também a manutenção da biodiversidade pantaneira. 

Vale ressaltar ainda que existem vários tipos de turismo, a depender da temática principal local que proporciona a atratividade de um determinado destino. Há, por exemplo, o turismo religioso, o de negócios, o de lazer, o de repouso, o de aventura, o ecoturismo, o político, o de saúde e muitos outros temas.