Pantanal sofre conseqüências com mudanças climáticas
17 SET 2014 • POR • 09h02Eventos climáticos extremos e fenômenos naturais associados a estes eventos chamaram a atenção de especialistas para o Pantanal sul-mato-grossense nos últimos anos por suas dimensões e efeitos sobre a economia, o ambiente e as populações mais pobres. São cheias entre as maiores já registradas, secas inesperadas em algumas regiões e a propagação do fenômeno da decoada, que é a diminuição do oxigênio da água, que causa a mortandade de peixes em escala nunca antes registrada.
Tudo isto transforma a região em um “laboratório” que pode gerar propostas para minimizar os efeitos dessas mudanças climáticas. A identificação, o mapeamento, o estudo e a análise de todos os eventos e suas conseqüências sociais, ambientais e econômicas, são os meios mais apropriados para que os governantes apresentem políticas, programas e ações concretas com o objetivo de diminuir impactos ambientais, sobretudo, aqueles que incidem sobre as populações mais vulneráveis e que vivem diretamente do uso dos recursos naturais. Este é o caso, por exemplo, dos milhares de pescadores artesanais e coletores de iscas vivas para a pesca turística em Coxim e Região Norte.
Este relato permite revelar um quadro que tende a se tornar mais freqüente com as alterações ambientais em curso, provocadas por intervenções diretas na unidade ambiental que é a bacia do rio Paraguai. Destacam-se o desmatamento, as queimadas, as construções de hidrelétricas no Planalto da Bacia do Alto Paraguai, e as ações provocadas pelas mudanças climáticas globais. Como dito anteriormente, mapear, analisar, capacitar e propor medidas que visam minimizar os efeitos climáticos são os caminhos mais corretos para que as populações mais vulneráveis da Região Norte estejam preparadas para enfrentar as grandes alterações climáticas que acontecem em seu ambiente natural.
O aumento das temperaturas globais desafia a capacidade dos governantes de se desenvolver programas sustentáveis. A alteração do clima afeta todos os aspectos da vida, ameaçando o equilíbrio ecológico, o desenvolvimento econômico, a segurança alimentar e a harmonia social. Por isso, esforços mundiais são necessários para reduzir o aquecimento global e seus efeitos através de novas fontes de energia e desenvolvimento de tecnologia.
O aquecimento global ameaça sobremaneira não só o Pantanal como todo o meio ambiente, a economia mundial, a estabilidade política e a sociedade em geral, e acarretará num profundo impacto sobre o equilíbrio ecológico, na biodiversidade, na segurança alimentar, na habitação humana, no crescimento econômico e na segurança energética.
