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Indignação leva médico a criar ônibus para diagnóstico de câncer

2 FEV 2017 • POR • 11h36

 

A indignação ao ver centenas de pacientes, chegando na capital para tratamento, com a doença já em estágio avançado, é o que motivou o médico oncologista Fabrício Colacino Silva, de 36 anos, a criar um projeto diferenciado.

Segundo o profissional, foram alguns anos de estudo e milhões em investimentos, mas, que trouxeram a ele e a toda a equipe algo de valor inestimável: diagnóstico precoce, com chance das pessoas terem um tratamento tranquilo, sem mutilações e sequelas.

Desde o início do funcionamento, já são cerca de 40 mil pessoas atendidas e percurso que inclui 72 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. Toda vez que o veículo sai da garagem, ainda conforme Colacino, existe um custo em média de R$ 10 a R$ 12 mil.
Já na cidade, para "otimizar" o trabalho, os profissionais recebem uma lista e iniciam os exames.

"É uma ação ininterrupta porque os equipamentos são muito caros e priorizamos o maior número de pessoas, mas conseguimos atender ao máximo 950 pessoas em uma dia. Temos cerca de 80 pessoas envolvidas diretamente no projeto, em esquema de rodízio e, para se ter uma noção, este veículo teve o custo de R$ 5 milhões e a empresa fabricante passou a investir no segmento", comentou.