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Associação pede que beneficiários do Bolsa-Família percam direito ao voto

17 SET 2014 • POR • 08h46

A Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG) publicou uma cartilha defendendo que beneficiários do Bolsa-Família e de outros programas de transferência de renda governamentais tenham seu direito ao voto temporariamente suspenso. O documento foi entregue na semana passada a candidatos da região dos Campos Gerais.
Presidente da associação, Nilton Fiori afirma que a ideia é garantir a “lisura” das eleições, já que os beneficiários de programas do gênero poderiam ficar vinculados aos governos. A ideia de que os programas de transferência de renda poderiam ser considerados semelhantes a compra de votos  já corre na internet há algum tempo. No entanto, a associação é a primeira de que se tem notícia a botar a proposta no papel.
Segundo Fiori, a proposta de incluir a suspensão dos direitos na cartilha foi unânime na diretoria. “Temos consciência de que hoje isso é inconstitucional, mas queríamos levantar o debate”, afirma. O presidente afirma ainda que a proposta foi bem vista pela maioria dos candidatos da região, durante a apresentação realizada na semana passada. De 37 presentes à reunião de lançamento da cartilha, apenas três teriam se pronunciado contra a ideia.
Fiori diz que a ideia não é barrar apenas os beneficiários do Bolsa-Família, mas quem recebe qualquer recurso de programas do gênero, sejam federais, estaduais ou municipais.

Nota da Redação 
Acreditamos que a medida também deveria ser aplicada aos servidores públicos, mas como voto facultativo para que não aconteça mais nenhum tipo de pressão à esses trabalhadores. É comum em todo o país vermos governantes obrigarem os servidores a participarem de reuniões políticas e ainda exigirem suas presenças usando até listas de presença para pressionar, um total desrespeito ao direito de escolher seus candidatos sem receber ordens, promessas e até dinheiro. O candidato que opera desta forma com certeza não teve o poder de convencer seus eleitores pelo seu trabalho, e desesperado usa do coronelismo disfarçado para se garantir nas urnas. Outra grande mentira usada ainda nas campanhas é o de sair falando para quem recebe os benefícios do governo que serão cortados se caso não vote em determinados candidatos. Alguns também têm seus empregos ameaçados. Em fim, é um crime tudo isso. Quando alguém receber esse tipo de ameaça, o conselho é que se bote para fora da sua casa o usurpador e chame a polícia, a imprensa, peça socorro, e garanta a sua dignidade, pois quem tem esse tipo de atitude é criminoso.