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Aumento de casos de leishmaniose preocupa população de Coxim

16 SET 2014 • POR Ana Flávia Dorsa • 08h31

Em Coxim o aumento de casos de leishmaniose tem preocupado a população. Somente este ano, seis pessoas contraíram a doença. Nas ruas da cidade, há a suspeita de que muitos animais possam estar contaminados pelo parasita transmissor da doença.
A leishmaniose é transmitida pela picada do mosquito calazar, que transmite a doença após picar um animal infectado. Os principais sintomas são febre, indisposição, falta de apetite, perda de peso e elevações avermelhada na pele.
Segundo o agente Marcílio Centurion do Departamento de Vigilância e Saúde Municipal, o mosquito transmissor está presente em muitos bairros da cidade, em destaque no bairro Santa Maria. Também há casos no Senhor Divino e Centro, mas com a chegada das chuvas e com o período das frutas a situação pode piorar.
Cuidados - Centurion afirma que o mosquito do calazar, o mosquito palha, gosta de áreas com matéria orgânica, áreas úmidas com muitas folhas que após caírem no chão, apodrecem e se tornam um ambiente ideal para sua proliferação.  Sendo assim, a população deve manter seus quintais limpos. Outra preocupação é a criação de galinhas, muito comum nos bairros, pois os galinheiros são muito utilizados pelos mosquitos para habitat e reprodução. 
O sexto caso confirmado foi de uma criança, moradora do bairro Santa Maria. Conforme o agente de saúde, diante da notificação, os trabalhos contra a Leishmaniose estão priorizando o bairro que está recebendo borrifação, porém o trabalho é anual conforme pactuação junto ao Estado do Mato Grosso do sul.