Policiais e bombeiros de MS podem parar
21 DEZ 2016 • POR • 12h26
Após policiais e bombeiros militares de Minas Gerais decidirem pelo aquartelamento na manhã de segunda-feira (19), oficiais de outros estados podem aderir à paralisação. Em Mato Grosso do Sul, as entidades aguardam posicionamento da Associação Nacional, que pode decidir pela manifestação contra o PLP (Projeto de Lei Complementar) 257.
O presidente da ACS-MS (Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de MS), Edmar Soares da Silva, disse que aguarda posicionamento do Sargento Leonel Lucas para deliberação geral. O sargento é presidente da Anermb (Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares).
Segundo o presidente da ACS, se a Anermb sinalizar pelo aquartelamento, as associações filiadas acompanharão a decisão nacional. “Se os policiais e bombeiros militares não forem retirados do projeto de lei, se for pra nos prejudicar, vamos parar o país inteiro”, disse Edmar, que ainda parabenizou a ação dos militares de Minas Gerais.
O aquartelamento não configura a greve, pois os militares comparecem aos quartéis nos horários de trabalho, no entanto não vão para as ruas. O tenente Thiago Mônaco, presidente da ABSSMS (Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais oriundos do Quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares de MS) também apoiou o acompanhamento às decisões nacionais.
De acordo com o tenente, antes de haver alguma paralisação, deve ocorrer algum ato público e manifestação por parte dos militares. “Se for para o bem da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, estamos prontos para qualquer manifestação”, disse.
