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GAECO investiga fantasmas na OMEP e SELETA

14 DEZ 2016 • POR Carlos Pires • 11h35

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), em conjunto com a 29ª e a 49ª Promotorias de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, com o apoio da Polícia Militar, deflagrou, na manhã de ontem (13), a Operação Urutau, para o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão de documentos, três prisões temporárias e sete conduções coercitivas na Capital.

A operação visa apurar a prática de improbidade administrativa e crimes de falsidade ideológica, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa em convênios mantidos pelo Município com as entidades Organização Mundial para Educação Pré-Escolar do Estado de Mato Grosso do Sul (OMEP/BR/MS) e SELETA (Sociedade Caritativa e Humanitária – S.S.C.H) e seus dirigentes, prestadores de serviços e funcionários.

Os funcionários terceirizados realizavam funções que deveriam ser atribuições de efetivos e tinham salários incompatíveis com a realidade para os contratados via Omep e Seleta. Além de investigar e recolher documentos das instituições, os agentes do MPE, cumpriram m mandados no gabinete da vereadora Magali Picarelli (PSDB).

Os mandados foram expedidos pelo Juiz Mario José Esbalqueiro Junior, enquanto esteve designado para oficiar na 1ª Vara das Execuções Penais de Campo Grande, vinculada ao Provimento nº 162 do TJMS. Participaram da operação quatro Promotores de Justiça e 36 Policiais Militares.

Batizada de Urutau, a operação faz menção a uma ave tipicamente sul-americana, também considerada “ave fantasma”, pela sua facilidade em se ocultar, sem que possa ser identificada, em referência a suspeita de contratações fraudulentas, através dos convênios investigados.