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Picarelli diz que recebeu defesa de Corrêa e Orro e revela chantagem a Teixeira

9 NOV 2016 • POR Midia Max • 11h39

 

O caso do áudio em que o deputado Paulo Corrêa (PR) orienta o colega Felipe Orro (PSDB) a instalar pontos fictícios para controlar assiduidade dos servidores lotados em seu gabinete, continua rendendo revelações. A Corregedoria da Assembleia quer ouvir os envolvidos.

O deputado Maurício Picarelli, corregedor da Casa e do mesmo partido de Orro, o PSDB, revelou que já recebeu a defesa dos dois parlamentares, e quer convocar o pastor que teria gravado o áudio para prestar esclarecimentos no próximo dia 18 de novembro.
O corregedor revelou que o pastor teria procurado o deputado Zé Teixeira (DEM), citado de forma pejorativa por Paulo Corrêa durante a conversa, para tentar vender o material com o áudio.

Segundo o deputado do DEM, duas pessoas testemunharam a tentativa de venda do áudio. Zé Teixeira disse que o pastor lhe revelou que tinha uma filha estudando em Dourados, e que ele daria uma cópia da fita caso o deputado se comprometesse a pagar o aluguel da jovem.

Responsável por analisar se uma comissão de ética vai julgar Corrêa e Orro, Picarelli pontuou que não tem um prazo para concluir seus trabalhos, mas disse que pretende fazê-lo ‘o mais breve possível’.