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Horário eleitoral precisa passar seriedade

11 SET 2014 • POR • 08h49

O horário eleitoral na televisão precisa urgentemente ser modernizado quanto à forma de apresentação dos candidatos e principalmente passar o mínimo de seriedade e credibilidade. Os partidos são os grandes responsáveis pela desarrumação e confusão que o envolvem, fatores que se refletem na acentuada queda dos índices de audiência, através especialmente da fuga para os canais pagos.
Candidatos a deputado federal e estadual, por exemplo, apresentam propostas tão absurdas que compete somente aos poderes executivos. Muitos não sabem qual e a função de um deputado. Isto sem contar o nível de escolaridade de alguns candidatos que, diga-se de passagem, é preocupante. Porque as direções partidárias não selecionam melhor as pessoas que se apresentam para disputar o voto do eleitorado? A reposta é simples. Simplesmente porque não lhes interessam. Aos dirigentes de partidos interessa atrair e apresentar candidatos de poucos votos, mas de boa presença nas comunidades, a fim de que possam somar sufrágios para as legendas, porém sem ameaçar os que as dirigem.
O resultado é esse que se vê hoje no horário político atual. Lástima total sob o ângulo de análise, ou um divertimento inconseqüente, que pode ser visto de modo amplo e geral. Há pessoas que assistem ao horário político somente para se divertir com a exposição de absurdos em série. Existem casos em que as falas, nos curtos espaços a serem preenchidos rapidamente, em que as mensagens não fazem nenhum sequer sentido. E pior: quando um está terminando sua parte, o outro que está iniciando, ficando uma voz em cima da outra. Um desastre completo.
Para resolver isso bastaria uma divisão melhor do tempo disponível de cada legenda e um treinamento prévio para os candidatos. Tal iniciativa possivelmente elevaria os níveis de audiência no passar dos dias, funcionando inclusive para adicionar doses de propaganda aos candidatos à presidente da República e aos governos estaduais. 
Enfim seria melhor para todos os telespectadores e ouvintes uma modernização do horário eleitoral, sobretudo para aprimorar o perfil dos que se apresentam como habilitados a receber o voto, país afora, de milhões e milhões de eleitores. Do jeito como as coisas estão funcionando hoje, os espaços partidários acumulam um retrocesso em cima do outro. A democracia, de fato, necessita ter níveis positivos de qualidade que hoje, sem sobra de dúvidas, estão em falta.