Mario Kruger participa de encontro com Ministro Sarney Filho
18 OUT 2016 • POR Assessoria • 12h10
O prefeito de Rio Verde de MT, Mário Alberto Kruger, participou do evento Sustentabilidade e Turismo no Pantanal, realizado na sexta-feira (14) no Refúgio Ecológico Caiman, em Miranda, junto com os governadores Reinaldo Azambuja e Pedro Taques (MT), e o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho.
Após uma reunião prévia em uma das sedes da fazenda que abriga o complexo de turismo ecológico, que durou cerca de três horas, Azambuja e Taques assinaram o pacto pelo Pantanal em encontro com mais de 150 convidados, entre produtores, ambientalistas, lideranças políticas e empresariais.
Os dois governos vão criar grupos de trabalho para discutir e unificar ações integradas, no prazo de 12 meses, com um objetivo: preservar o bioma e promover o desenvolvimento econômico e social.
Mário Kruger, ressalta que Rio Verde será beneficiado com o acordo firmado, entre os governos de MS e MT, com Ministério do meio Ambiente, alavancando ainda mais o desenvolvimento do setor turístico, atraindo geração de emprego em renda. “Somos o 8º município em extensão territorial do Estado de Mato Grosso do Sul e 49% está dentro do Pantanal”, destacou.
“Não podemos pensar e tratar o Pantanal separadamente, e hoje, aqui, estamos avançando muito no fortalecimento de políticas concretas e unificadas entre os dois estados pantaneiros para preservarmos o bioma, pensando no homem que ali vive e nas alternativas sustentáveis para gerar o desenvolvimento”, afirmou o governador Reinaldo Azambuja.
Algumas propostas apresentadas durante as discussões, uma delas relativa à criação de um novo modelo de exploração sustentável da região, quer pelo turismo e produtos a partir do boi, como a carne orgânica, que as organizações não-governamentais, dentre elas a SOS Pantanal e Instituto Homem Pantaneiro, denominaram de econegócio foram muito bem recebidas pelos governadores e representantes de vários segmentos presentes no evento.
Metas a cumprir
A Carta Caiman é um termo de compromisso, onde os governadores de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estabelecem políticas comuns para o Pantanal, considerando os aspectos ambientais e culturais que unem os dois estados, “superando barreiras geopolíticas e falta de entendimentos históricos que colocam em risco o bioma para o presente e as futuras gerações”. O pacto celebrado hoje, segundo o documento, está em consonância com as metas do Acordo de Paris e da Convenção da Biodiversidade.
Assinado também pelo ministro José Sarney Filho e subscrito por lideranças políticas, ongs e pelo presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, desembargador João Maria Los, o documento assegura empenho dos dois estados na celeridade de uma lei unificada que regulamenta a proteção e o uso sustentável do Pantanal. Prevê ainda o prazo de um ano para definição de uma área de interesse do econegócio, contemplando planalto e planície.
Outro ponto acordado diz respeito aos plantios de monocultura que ameaçam o frágil equilíbrio do ecossistema, cujas licenças serão revistas. Também será regulamentado mecanismo legal de pagamento por serviços ambientais, compensação e incentivos fiscais, no prazo de um ano, para a planície e planalto, “de forma a fomentar boas práticas que assegurem a sustentabilidade socioeconômica e ambiental do bioma.
Por fim, a Carta Caiman estabelece medidas no sentido de “mobilizar esforços para, por meio de parcerias, a consolidação de um modelo de conservação, transparente e aberto, com a participação construtiva de seus habitantes, como já definidos pela Reserva da Biosfera do Pantanal, título concedido em 2000 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
