Logo Diário do Estado

Eleições: Urna eletrônica completa 18 anos

10 SET 2014 • POR • 08h59

A urna eletrônica foi lançada em 1996 para contabilizar os votos de milhões de eleitores com mais rapidez e segurança. Dezoito anos depois, o Brasil comemora o sucesso do sistema, que não teve nenhuma suspeita de fraude confirmada e acabou replicado em diversos países.
As eleições passaram a ser totalmente informatizadas em 2000 e desde então o desenho original da urna já passou por várias atualizações. Tanto o hardware como os diversos programas que integram o sistema eletrônico de votação foram concebidos e construídos sob orientação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O resultado das eleições presidenciais de 2010 foi divulgado às 20h04, registrando um novo recorde mundial na apuração da votação.
Em 2009, o tribunal convidou mais de 30 especialistas em tecnologia da informação a participar de testes públicos de segurança da urna eletrônica. Após quatro dias de tentativa, nenhum deles conseguiu invadir o sistema ou burlar os dados. Em novos testes públicos, em 2012, uma equipe da Universidade de Brasília (UnB). conseguiu “desembaralhar” a ordem dos votos registrados pela urna, mas não chegou a identificar os eleitores.
A tecnologia brasileira foi adotada no Equador, Paraguai, Argentina, Costa Rica e República Dominicana. Nos Estados Unidos, México e Canadá, é usada a urna eletrônica, mas em alguns estados e províncias leis exigem o voto impresso conferido pelo eleitor.
Para o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, a informatização do voto no país é ”um projeto de sucesso” principalmente pelo comprometimento da Justiça Eleitoral com a melhoria contínua e com a resposta a qualquer tipo de risco. Ele entende que “sempre há espaço para avançar”, mas que isso deve ser feito com cautela, pois as melhorias têm de ser inseridas de acordo com critérios de segurança e com a cultura adquirida pelo cidadão brasileiro.