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Educadores de Coxim dizem não ao retrocesso da Educação Pública

22 SET 2016 • POR Redação • 12h28

 

Profissionais da Educação Pública de Coxim aderem hoje (22) ao movimento nacional pela manutenção da democracia e pela luta e garantia dos direitos do trabalhadores em Educação. A paralização atinge todos os setores da classe.

A luta da categoria é contra a PEC 241/2016 que congela os gastos públicos por 20 anos para pagar a dívida pública, a PLP 257 que recai sobre os trabalhadores, servidores e serviços públicos como em áreas essenciais à população brasileira como saúde e educação, além é claro, da reforma da previdência que altera a idade mínima de aposentadoria da classe de 65 para homens e mulheres.

A medida que afeta diretamente todos os trabalhadores em Educação, beneficiará Estados e Municípios que deixarão de pagar o piso nacional dos professores através de um programa batizado de “Travessia Social”. Subjetivamente seria uma espécie de ‘bônus’ aos docentes que, teoricamente, ‘melhorassem’ o desempenho dos alunos e também ‘aperfeiçoassem’ suas práticas pedagógicas. As medidas de acordo com a FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do SUL), apoiadora da paralização, são um engodo, uma falácia.

De acordo com Mara Núbia, presidente do SIMTED de Coxim (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação), o congelamento afeta sobremaneira as áreas da Educação e Saúde prejudicando ao servidores que terão seus direitos extintos depois de 200 anos de lutas e conquistas. “É um grande retrocesso que o governo federal está cometendo contra os trabalhadores da educação. Não temos nada a ver com as mazelas que estão acontecendo no país. Não podemos pagar o pato por isso”, lembrou ela.

Para a vice-presidente regional do SIMTED, Tereza Cristina, tirar os concursos públicos e os direitos do trabalhadores promovendo o congelamento é uma verdadeira afronta contra a categoria, pois ao invés de onerar o empresariado brasileiro, o governo Temer prefere descontar dos profissionais da educação. 

Tereza Cristina deixou bem claro à reportagem do Diário do Estado que o movimento não tem cunho político e não defende A ou B. Segundo ela, a paralização é pela manutenção dos direitos trabalhistas e não tem nada a ver com o momento eleitoral ou partido político. 

“O atual governo está querendo enfiar essas novas regras goela abaixo, e isso nós não aceitamos”, pontuou.

Para finalizar, a presidente do SIMTED de Coxim, Mara Núbia deixou um recado da categoria parafraseando o antropólogo, escritor e educador Darcy Ribeiro que disse “Só há duas opções nesta vida: resignar-se ou indignar-se. E eu não vou me resignar nunca”.

O movimento está previsto para acontecer a partir das 7h30, no cruzamento da Avenida Virgínia Ferreira com Rua Afonso Costa Campos com panfletagem e percorrer as principais ruas da cidade.