Comandante do 5º BPM esclarece fatalidade em Rio Verde
2 SET 2016 • POR Redação • 13h24
Uma discussão banal por causa de uma vaga de estacionamento resultou na morte do jovem João Victor Gomes Rosa, de 21 anos. O crime aconteceu por volta de 19h30, de domingo (28), na avenida Barão do Rio Branco, na Praça das Américas, em Rio Verde de MT (MS).
O autor do homicídio foi identificado como Carlos Alberto da Rocha, de 52 anos, sargento da Polícia Militar, que encontra-se um presídio da capital aguardando julgamento.
Diante de muita polêmica, confusão e inverdades levantadas sobre o caso, o jornal Diário do Estado esteve na manhã de ontem (01) na sede do 5º Batalhão de Polícia Militar de Coxim (5º BPM) em uma audiência com o Tenente Coronel Márcio Ávalos Cabanha, comandante da corporação que esclareceu os fatos de maneira clara e objetiva.
De acordo como o comandante do 5º BPM de Coxim, Márcio Ávalos Cabanha, o policial Carlos Alberto da Rocha é um servidor da reserva da Polícia Militar do Estado e que foi designado pelo Governo do Estado através do decreto 1.906 de 26 de Abril de 2016, para compor o batalhão da PM de Rio Verde, conforme publicado no Diário Oficial 9.153 de 28 de Abril de 2016, na página 17.
Segundo Ávalos, o policial Carlos Alberto da Rocha estava servindo a Companhia de Guarda em Campo Grande onde o PM solicitou sua transferência para Coxim para servir o batalhão de Rio Verde, onde mora toda sua família, pois o direito trabalhista permite que um servidor possa atuar na região natal cumprindo sua escala de serviço. Por ser um militar da reserva que havia sido designado para voltar à ativa, Rocha recebia uma bonificação em seu salário, o que lhe permitia uma renda melhor.
Ainda de acordo com o Tenente Coronel Ávalos, no momento em que aconteceu os fatos que resultaram na morte do jovem João Victor, Rocha era um cidadão normal e havia deixado sua residência para se divertir como qualquer cidadão. Como tal, e pelos atos ilícitos que cometeu enquanto cidadão, Rocha vai responder criminalmente por seus atos tanto na esfera civil quanto na esfera militar.
Para o comandante Ávalos, a instituição da Polícia Militar não compactua em nenhum momento com estes tipos de ilícitos em sua corporação tanto que já foi aberta uma sindicância militar para punir Rocha. “Trata-se de um fato isolado. Uma fatalidade que acontece com qualquer cidadão comum. Não sabemos as circunstâncias que levaram o policial a cometer este ilícito, mas com certeza ele vai responder pelos seus atos, sem sombra de dúvidas”, finalizou Ávalos.
A tragédia que abalou Rio Verde - O Diário do Estado após esta grande fatalidade foi ouvir o comandante da PM de Coxim para saber a real função do Sargento Rocha. A transferência do policial foi feita através de um decreto publicado no Diário Oficial 9.153 de 28 de abril de 2016 assinado pelo governo do estado que designou o militar de Campo Grande onde estava lotado para Rio Verde, sua terra natal.
Tudo isso aconteceu depois de tomarmos conhecimento pessoas insensatas, sem o menor escrúpulo e respeito acabaram levando o caso para o lado político, um fato isolado e tão lamentável ocorrido com um jovem pai de família, no começo de uma vida. Alguns elementos da política rasteira, sem um pingo vergonha na cara, se esquecem que política se faz com propostas e projetos, sem se aproveitar da miséria, da violência e da dor alheia que acontece em todo o país. Isso sem dúvida nos deixa, como pais de família, chocados e inseguros.
Sendo assim, aconselhamos essa turminha do mal a trabalhar e a rezar para que fatos lamentáveis como este não venham a se repetir. (Nota da redação)
