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Senado encerra mandato de Dilma

1 SET 2016 • POR • 12h41

 

Por 61 a 20, o plenário do Senado decidiu ontem (31) pelo impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. A posse de Temer aconteceu ontem mesmo.

A maioria dos senadores chegou à conclusão que Dilma cometeu crime de responsabilidade ao editar três decretos de créditos suplementares sem autorização do Congresso e por praticar as chamadas "pedaladas fiscais", que consistiram no atraso de repasses da União ao Banco do Brasil para o pagamento de subsídios agrícolas do Plano Safra.

O resultado foi comemorado com aplausos por aliados do presidente interino Michel Temer, que cantaram o Hino Nacional. O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25).  

Agora, os senadores irão decidir se Dilma perde os direitos políticos por oito anos.

Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment, em 1992. Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo.

No entanto, a ex-presidente da República Dilma Rousseff ainda terá direito, segundo o Decreto 6.381/2008, a oito servidores de sua livre escolha para os seguintes serviços: segurança e apoio pessoal (quatro), assessoria (dois), e motorista (dois). Dois carros oficiais também serão disponibilizados para ela. Dilma não teve os direitos políticos suspensos como se esperava.

A saída de Dilma Rousseff, segundo avaliação da imprensa internacional, não irá resolver os problemas do país. Esse é a principal mensagem extraída da cobertura internacional do processo de impeachment da presidente afastada. Vários jornais do planeta aproveitaram a oportunidade para emitirem sua opinião sobre a decisão derradeira de afastar a Dilma definitivamente. 

 O jornal americano The Washington Post avalia que o longo processo de impeachment, pode servir para “alienar mais ainda eleitores desencantados com o sistema político”. O também americano The New York Times (NYT), em reportagem de seu correspondente no Brasil, informa que o processo de impeachment pode servir de ponto final para um dos períodos mais tumultuados da democracia no Brasil, mas lembra também que Temer é um líder impopular e pertence a um dos partidos mais atingidos pelos escândalos de corrupção, o PMDB.