Logo Diário do Estado

Exército investiga envolvimento de militares com tráfico

30 AGO 2016 • POR • 13h13

 

O CMO (Comando Militar do Oeste), em Campo Grande, informou ontem (29) que a investigação acerca dos três cabos do Exército, lotados no 20º RCB (Regimento de Cavalaria Blindado), presos com carregamento de maconha, no domingo (28), em Campinas (SP), pode atingir outros militares. “Há esta hipótese”, limitou-se a dizer o CMO.

Os três cabos saíram de dentro do quartel, situado na Avenida Euler de Azevedo, em Campo Grande, a bordo de um caminhão do 20º RCB e foram pegos por policiais paulistas, em trecho da SP-101, estrada que liga Campinas a cidade de Monte Mor.

A droga, em torno de 3 toneladas de maconha, estava camuflada na carroceria do veículo militar. Antes da abordagem, os cabos trocaram tiros com a polícia, mas logo foram dominados e detidos. Eles confidenciaram que a droga havia saído de Campo Grande e seria entregue a um grupo que os esperariam no pátio do estacionamento de uma empresa desativada, lá em Campinas.

A assessoria do CMO sustentou que o inquérito para apurar a participação dos militares do tráfico de maconha, foi instaurado de imediato e que investiga a suposta participação de outros militares no episódio.

Pelo apurado, oficialmente, o caminhão do 20 RCB estaria estragado, estacionado para conserto, na mecânica do próprio quartel. Quando o veículo fora apreendido, em Campinas, os militares mostraram documentação de outro caminhão militar. Outra linha de investigação do CMO é que o caminhão pode ter sido furtado do quartel, segundo a assessoria militar.

Os cabos Simão Raul, Maykon Coutinho Coelho e Higor Abdala Costa Attene foram flagrados com carregamento de 3 toneladas de maconha.