CCR ainda estuda o que fazer em "pontos críticos" da duplicação
19 AGO 2016 • POR • 12h22
Entre os mais de 800 km da BR-163 que serão duplicados com investimentos do Governo Federal, há pelo menos três pontos críticos com comércios e habitações cujos planos deverão envolver desvios e adequações. "Já foi definido que na Vila Vargas, em Dourados, haverá um desvio, mas ainda estamos estudando o que fazer no Anhanduí", contou o diretor presidente da CCR MS-Vias, empresa responsável pela rodovia, Roberto Jorge Calixto.
A declaração foi feita durante a solenidade que celebrou o repasse de mais de R$700 milhões na duplicação da BR-163, a mais importante do Mato Grosso do Sul. O evento acontece na manhã de ontem, 18, na Governadoria do Estado, com a presença do Ministro dos Transportes, Maurício Quintella, o Governador do Estado, Reinaldo Azambuja, o presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi e outras autoridades.
Segundo o dirigente da CCR, não há planos de desviar o trajeto da rodovia no distrito de Anhanduí. O bairro, no extremo sul de Campo Grande, é parte histórica da cidade e do Estado, e abriga estabelecimentos como o Restaurante Água Rica, que desde 1958 atende viajantes que se deslocam para Dourados. No final de 2015, os clientes do Água Rica chegaram a criar uma campanha para impedir que as obras da BR chegassem ali.
"Vamos estudar a melhor forma de resolver a situação quando chegarmos lá", completou Calixto.
Já os comerciantes da Vila Vargas e de mais outros três bairros em Dourados pedem desde 2015 que o projeto seja revisto para que eles possam manter seus negócios, que dependem em grande parte do comércio "beira da estrada".
