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Prefeito é suspeito de desviar dinheiro e superfaturar contratos

11 AGO 2016 • POR • 12h29

 

A Polícia Civil investiga, dentro da Operação Meteoro desencadeada ontem, diversos crimes de desvio de dinheiro público envolvendo a prefeitura e a Câmara de Vereadores de Jaraguari. Os gestores são acusados de fraudar licitações, superfaturar obras, usar documentos falsos e lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, na prefeitura, Câmara dos Vereadores, secretarias municipais, gabinetes, residência dos acusados e em estabelecimentos comerciais.

De acordo com a Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), responsável pela investigação, a ação foi desencadeada após denúncia em dezembro de 2015. Foram recolhidos documentos e objetos para instauração do inquérito policial. 

A polícia acusa prefeitura e Câmara de se unirem para desviar recursos públicos, cansando danos a sociedade. As irregularidades atingiam os setores de assistência social, transporte escolar, recuperação de estradas, despesas oficiais, merenda escolar, frota e locação de veículos, resultaram em enriquecimento ilícito dos acusados.

A operação contou com apoio da Denar (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico), Derf (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos) e Garras.

A denúncia chegou ao conhecimento da polícia em dezembro de 2015 “, explicou a delegada da Deco, Ana Cláudia Medina.

De borracharia a obras públicas

O inquérito policial foi instaurado com autorização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS) e a operação foi denominada Meteoro, sendo a Deco informada de supostas ações criminosas e atos de improbidade administrativa.

“Os crimes estariam ocorrendo em obras, borracharia, transporte escolar, assistência social, merenda escolar, frota, locação de veículos diversos, recuperação de estradas, informática, alimentação, saúde, despesas oficiais, entre outras áreas”, comentou a delegada.

Os envolvidos podem responder pelos crimes de corrupção passiva, fraude em licitação, falsificação nas mais diversas modalidades, tráfico de influência, peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ainda conforme a delegada, o inquérito continuará as investigações em segredo de Justiça.